Como o chineque atravessou continentes e conquistou Joinville

Conheça a história do chineque, o doce que é um sucesso em Joinville e também na Alemanha

Redação ND* Joinville

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Uma receita típica alemã que chegou ao Brasil pelas mãos de imigrantes e hoje faz o maior sucesso na região Sul do país. Para muitas pessoas, cafezinho não é nada sem a companhia do bom e tradicional chineque.

chinequeReceita típica alemã chegou ao Brasil pelas mãos de imigrantes – Foto: Reprodução vídeo NDTV

E quem é de Joinville, como a dona Irene Alves, aposentada, sabe muito bem a relação de amor do doce com a história da cidade.

Aos 70 anos, a aposentada faz questão de pedir o chineque no café da tarde. Para ela, a combinação tem sabor de família.

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“É algo de 50, 60 anos atrás e não se perde o sabor, o valor. Meus netos amam chineque e meus filhos foram criados comendo chineque”, disse Irene.

Irene Alves, aposentada, faz questão de dizer que os filhos e netos apreciam o chineque.Irene Alves, aposentada, faz questão de dizer que os filhos e netos apreciam o chineque. – Foto: Reprodução vídeo NDTV

Quem é de fora até estranha a palavra chineque, já que em outras regiões é chamado de pão doce ou massinha, mas o sabor é inconfundível.

Para Fernanda Alves, empresária em Joinville, chineque tem sabor de família.

Mas para entender melhor o sucesso do chineque em Joinville, demos um pulinho na Alemanha.

O nome é verdadeiramente alemão. Schnecká significa caracol, que é uma referência ao formato enroladinho que ele tem na Europa. Com massa de pão fofinha e doce, e a típica cobertura de farofa, o chineque é facilmente encontrado em todas as confeitarias da Alemanha.

E assim como em Joinville, em terras germânicas não tem hora melhor para comê-lo do que no café da tarde. Na Alemanha, os apreciadores do pão doce ainda passam uma geleia de pêssego e glacê de açúcar para ficar com um sabor ainda mais especial.

chineque alemãoNa Alemanha,  o Schnecká – Foto: Reprodução vídeo NDTV

Da Alemanha para Joinville, o chineque passou por algumas adaptações, mas não perdeu o sabor único. Em uma panificadora de Joinville são feitos mais de 150 chineques por dia. A procura pelo doce é enorme. Grande também é a variedade de sabores: tem de creme, banana, chocolate, farofa, uva e abacaxi.

O confeiteiro Luiz Bitencourt tem 32 anos de experiência na produção de chineque e se orgulha de saber fazer a receita original.

“Agradeço muito pelo meu trabalho e o elogios dos clientes. Coloco amor e carinho na receita. É uma honra para mim.”

CONFEITEIROLuiz Bittencourt se orgulha de saber fazer a receita original – Reprodução vídeo NDTV

Mesmo que os concorrentes, como bolos e tortas, ganhem espaço, uma coisa é certa: o chineque sempre vai estar na mesa e no coração do joinvilense.

Inclusive, o Grupo ND, junto com o Centro Comercial Expoville, promove a Chineque Fest, uma festa dedicada a celebrar os 171 anos de Joinville e uma de suas mais conhecidas tradições.

  • Informações de Maikon Costa, repórter da NDTV Record Joinville

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