Em Floripa, numa curva quase na Praia do Morro das Pedras, no Sul da Ilha, lugarzinho simples e minúsculo, mas com um itamae-san gigante. Vieiras do Ribeirão da Ilha, jow de ovas e ovo de codorna e de atum com wakame. Ali esconde-se uma ilha de excelência no respeito aos pescados ilhéus pelas mãos do jovem e discretíssimo itamae-san Luiz Gonzaga, que comanda o balcão do Oahu Sushi, priorizando a qualidade e frescor de todos os ingredientes usados nos processo.
Peixes frescos da nossa Ilha para abandonar o salmão – Vídeo: Divulgação/ND
Guri manezinho que nunca treinou em sushis famosos. Autodidata monstro. E a propaganda condiz 100% com a entrega: o “Combinado do Chef”, um omakase com o melhor do nosso mar disponível no dia, com inacreditável custo-benefício, é o carro chefe. Não só é mais saboroso e mais sustentável servir e consumir pescados selvagens locais da nossa pesca de pequena escala, como também é melhor para o bolso, com o preço do salmão (mesmo o de cativeiro) nas alturas. E aqui os pescados “nativos” vêm diretamente dos cercos flutuantes das praias do sul da Ilha de Santa Catarina, ou seja, saem literalmente vivos do mar, para morrerem no gelo, como deve ser.
SeguirLuiz Gonzaga vai se livrar do salmão na bancada em breve, pois diz que a clientela tá pedindo cada vez mais nativos. Ou seja, não dá para gostar do que não se tem a chance de conhecer.