Após ter sido punido em agosto pelo COB (Comitê Olímpico do Brasil) por assédio sexual contra uma funcionária da CBHb durante os Jogos Pan-Americanos no ano passado, em Lima, Peru, o presidente em exercício da CBHb (Confederação Brasileira de Handebol), Ricardo Souza, o Ricardinho, renunciou nesta quinta-feira (10).
O Comitê tinha cortado as verbas para a confederação com o intuito de forçar a renúncia de Ricardinho.
Sem verbas, a seleção não foi para treinamentos na Europa – Foto: Anderson Coelho/Arquivo/NDEla era vice-presidente da entidade, mas assumiu o comando porque o presidente Manoel Oliveira sofreu uma ação judicial por mau uso do dinheiro.
SeguirNa semana passada, Ricardinho apresentou atestado médico para pedir afastamento da entidade. A expectativa era de que o COB voltasse a repassar a verba para a CBHb, o que acabou não acontecendo. Com isso, nesta quinta-feira ele decidiu pela renúncia.
“Mesmo tendo o direito de permanecer no cargo para o qual fui eleito democraticamente, assegurado por uma decisão judicial, resolvi renunciar à presidência da entidade, para que a perseguição dirigida à minha pessoa não acabe por prejudicar todo o handebol, que é um patrimônio do povo brasileiro, e que as pessoas passam, mas as instituições ficam. Muitos já passaram e a CBHb e o handebol permanecem”, justificou Ricardinho em sua carta de renúncia.
Sem a verba do COB, a seleção masculina de handebol corre o risco de não conseguir disputar o Campeonato Mundial no Egito, em janeiro. A equipe não viajou para treinamentos na Europa no mês passado, porque o COB também não bancou.
Com a renúncia de Ricardinho, a tendência é de que o comitê volte a arcar com os custos da seleção durante treinos e torneios no exterior. A seleção feminina já está classificada para os Jogos de Tóquio, enquanto a masculina ainda terá de disputar o Pré-Olímpico em 2021.