A solução é ‘olhar com mais carinho para SC’, diz deputado Fabio Schiochet sobre BRs

Colocando em discussão os problemas e encontrados nas rodovias catarinenses, a campanha 'SC Não Pode Parar' tem levantado possíveis soluções para o caso

Paulo Muller Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

O papel dos parlamentares na busca por recursos para a infraestrutura das rodovias federais catarinense foi tema da entrevista do deputado federal Fabio Schiochet (PSL) ao Grupo ND, ele ressaltou a diferença entre gastos e custos. “Nosso Estado não é um gasto, um custo. Investir na infraestrutura de Santa Catarina é um investimento porque produzimos”, afirmou em Brasília.

Entrevista com o deputado federal Fabio Schiochet foi realizada em Brasília – Foto: Reprodução/NDTVEntrevista com o deputado federal Fabio Schiochet foi realizada em Brasília – Foto: Reprodução/NDTV

Desde o fim de julho, a Fiesc (Federação das Indústrias de Santa Catarina), em parceria com o Grupo ND, tem feito um ‘raio-X’ das rodovias federais em Santa Catarina.

Além de colocar em discussão os principais problemas e gargalos encontrados na malha rodoviária federal catarinense, a campanha ‘SC Não Pode Parar’ tem levantado possíveis soluções para melhorar as condições de trafegabilidade e segurança. Confira o bate-papo:

Qual é o compromisso do senhor quando se trata de rodovias federais em Santa Catarina?

Boa parte dos deputados federais eleitos em 2018 levantaram essa bandeira da infraestrutura em Santa Catarina. Eu fui eleito pelo então partido do presidente Bolsonaro e começamos a cobrar, em específico também a BR-280, no Norte do Estado.

Essa BR, claro, recebeu muitos recursos em 2019, 2020 e agora em 2021 do governo federal, mas está muito aquém do que de fato necessita para ser concluída. Santa Catarina é o sexto Estado que mais contribui com a União e o 21º na hora de receber esse recurso de volta. Então, Santa Catarina é esquecida em investimentos, em infraestrutura.

O deputado falou em retorno não significativo dos impostos federais arrecadados por Santa Catarina. O que o senhor tem feito para mudar isso?

Estamos fazendo muitas audiências com o ministro Tarcísio Freitas, que tem toda a boa vontade, mas muitas vezes não tem o recurso necessário para mandar para o Brasil inteiro. Estamos buscando dentro do orçamento da União colocar as nossas rodovias.

Nós temos hoje o Fórum Parlamentar Catarinense, muito unido, os 16 deputados e três senadores. Porém, nós somos a bancada do Brasil que mais vota com o presidente Bolsonaro. Dos 16 deputados federais nós devemos ter oposição de dois deputados federais. Ou seja, 14 deputados federais acompanham o presidente e o governo.

Por isso eu acho que o Fórum se une cada vez mais, mas nós temos que cobrar o governo federal para que esses recursos voltem para o nosso Estado. O que tem que fazer mesmo é a revisão do pacto federativo, inverter essa pirâmide fiscal e financeira para de fato fique mais no nosso Estado.

O governo federal alega um déficit fiscal para não conseguir fazer os investimentos. Teria outra solução?

De fato olhar com mais carinho para Santa Catarina. Nosso Estado não é um gasto, um custo, investir na infraestrutura de Santa Catarina é um investimento porque produzimos, tem todo um trabalho das cadeias produtivas, só precisamos o mínimo, o básico de ferramentas para conseguir trabalhar.

Claro que não é fácil, Brasília é muito demorado, as coisas demoram muito para acontecer aqui, mas de fato nós precisamos nos unir, a sociedade, os parlamentares para levar mais recurso e investimento para o nosso Estado.

Esse é o seu compromisso?

Com certeza. Esse é o meu compromisso desde que eu me elegi. Não prometi na campanha de 2018 ajudar, acabar a BR-280. Mas quando eu tomei posse, foi uma coisa que brigamos para ter. Lá em Jaraguá do Sul, tem uma diferença que é o trecho urbano. São 10 quilômetros de trecho urbano que fica a cargo do governo do Estado.

Estes 10 quilômetros estão prontos, faltando cinco obras de arte, uma na entrada de Jaraguá do Sul. O governo do Estado fez a sua parte. Quando eu me elegi em 2018 foi um dos meus primeiros pedidos ao governador Carlos Moisés: olhar com carinho para a BR-280, está aí a diferença. Precisamos olhar para as rodovias 163, 470, 282, que são obras importantes de infraestrutura e é um investimento para o nosso Estado.

A Fiesc apresentou vários estudos com obras de melhorias e, inclusive, alternativas se não houver dinheiro público para realizar os investimentos. A saída pode ser a concessão como aconteceu com as BRs 101 e 116. Qual a opinião do senhor sobre este tema?

Algumas obras eu sou a favor de ‘pedagiar’, até porque quando você faz a concessão de uma rodovia claro que boa parte da população acha ruim porque terá que pagar para andar na estrada, um dinheiro que já é meu e foi para Brasília.

É um remédio, às vezes amargo, mas de solução rápida. Mas te dá um conforto andar em uma rodovia com pedágio, na questão de segurança, conservação da rodovia. Um remédio amargo, mas em muito menos tempo teremos uma solução para duplicar essas rodovias.

Abaixo-assinado ‘SOS rodovias’

Lançado no fim de novembro, o abaixo-assinado integra a campanha ‘SC Não Pode Parar’, um movimento da Fiesc em parceria com o Grupo ND. A intenção é fazer desta mobilização a maior das rodovias federais em Santa Catarina.

A adesão ao abaixo-assinado é gratuita. Ao finalizar o preenchimento dos dados a plataforma exibe um banner de contribuição que não é obrigatória. Portanto, é tudo de graça. Faça parte da campanha e ajude a exigir mudanças. Assine em www.sosbrs.com.br. Mais informações sobre a campanha acesse www.fiesc.com.br/brs.