Obras em pontos críticos das rodovias federais de SC custariam quase R$ 300 milhões, diz Fiesc

O levantamento com os dados foi apresentado durante reunião da Câmara de Transporte e Logística

Redação ND Florianópolis

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O relatório divulgado pela Fiesc (Federação das Indústrias) apontou que a deterioração da pavimentação é uma situação recorrente nas rodovias federais de Santa Catarina. Pois há pontos críticos em praticamente todos os trechos percorridos das BRs, sendo mais de 40 pontos com defeitos na pavimentação no Estado. Além disso, é necessário uma suplementação de recursos no valor de R$ 290 milhões para as obras nas estradas federais catarinenses.

Fiesc apresenta relatório sobre condições e situações de obras das rodovias federais em SC- Foto: Arteris Litoral Sul/Arquivo/NDFiesc apresenta relatório sobre condições e situações de obras das rodovias federais em SC- Foto: Arteris Litoral Sul/Arquivo/ND

A situação mais complicada é da BR-282, que possui 14 pontos críticos. Na sequência aparece a BR-470 com nove pontos. O estudo foi realizado pelo engenheiro Ricardo Saporiti, entre o fim de agosto e início de setembro.

O levantamento apontou que buracos, afundamento e recalque da pista e restaurações feitas recentemente que já estão deterioradas, são alguns dos problemas encontrados ao longo dos 1,18 mil quilômetros percorridos pelo profissional.

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Trechos com defeitos na pavimentação

BR-470

  •     Km 124 (cerca de 4 km)
  •     Km 158,6 (1,35 km)
  •     Km 169,2
  •     Km 186
  •     Km 189
  •    Km 195,5 (cerca de 5 km)
  •     Km 347
  •     Km 352
  •     Km 358,6

BR-282

  •     Km 329,2 (cerca de 800 metros)
  •     Km 439,8
  •     Km 440
  •     Km 443
  •     Km 449,6 (remendos de capa recém executados)
  •     Km 456
  •     Km 458
  •     Km 572 (cerca de 1,5 quilômetro)
  •     Km 577,3
  •     Km 577,5
  •     Km 600
  •     Km 601
  •     Km 607,7
  •     Km 608
  •     Km 621,5
  •     Km 626
  •     20% do trecho entre Chapecó e São Miguel do Oeste, apresenta problemas no pavimento e sinalização horizontal precária.

BR-158

  •  Km 81,5 (3 km de extensão)
  •   Km 100
  •   Km 108
  •  Km 112,3
  • Km 134,9
  • A BR-158, com extensão total de 47 km, apresenta uma situação muito ruim do seu pavimento, em aproximadamente 30% do seu total

BR-153

  •  Km 39
  • Km 49
  • Km 58 (3 km de extensão)
  • Km 59
  •  Km 89,5
  • Km 104

BR-163

  •  Km 78
  • Km 90
  • Km 93
  • Km 98,5
  • Km 117,5
  • Km 124
  • Viaduto abandonado na interseção das BRs 282 e 163

Outra demanda é a necessidade de ampliação de terceiras faixas na BR-282, entre Florianópolis e Lages, por conta do trafego intenso de veículos e riscos de acidentes.

Obras comprometidas

Durante a reunião para a apresentação do relatório, que aconteceu na sede da entidade, também foi apontado a situação das obras nas estradas federais de Santa Catarina. De acordo com os dados apresentados pela Fiesc, 97% das 39 obras estão comprometidas.

De acordo com monitoramento da Fiesc sobre as obras e projetos de infraestrutura de transporte, das obras analisadas apenas uma está em andamento, o que representa 3% do total. Outras 23 obras (59%) estão com o andamento comprometido – pois, segundo a entidade, há indícios que essas obras não serão cumpridas. Ainda 15 obras (38%) estão com o prazo expirado no edital.

Ainda de acordo com a Fiesc, Santa Catarina necessita de um aporte de recursos urgente. Para dar andamento as obras das rodovias federais, seria necessária uma suplementação de recurso para 2022 no valor de R$290 milhões – dos quais R$ 50 milhões seriam destinados a BR-280, R$ 100 milhões para a 163 e R$ 140 milhões para o CREMA.

Segundo explicado na reunião da Fiesc, os valores foram apresentados pelo próprio Dnit à equipe da entidade. Ainda conforme explanado no encontro, a situação geral das rodovias federais no Estado é considerada deplorável. Sendo que as únicas rodovias consideradas boas são as concessionadas.

Melhorias nas BRs para ter uma SC mais competitiva

Para o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, Santa Catarina poderia ser mais competitiva se tivesse melhores condições nas estradas. Conforme o presidente, a indústria catarinense é a segunda mais competitiva do país, muito próxima da paulistana.

“Tivéssemos uma infraestrutura de transporte mais adequada, certamente estaríamos com indicie de competitividade maior que São Paulo. Gosto sempre de dizer que o principal destino das exportações – e aí mostra a competitividade e a qualidade da nossa indústria – o principal destino das exportações dos produtos manufaturados catarinense são os Estados Unidos e o segundo principal destino é a Europa. Isso mostra que somos um estado competitivo, mas poderíamos ser mais competitivos com uma infraestrutura de transporte mais adequada”, destacou Aguiar na reunião.

O levantamento foi apresentado durante reunião da Câmara de Transporte e Logística, que aconteceu na sede da entidade, em Florianópolis.

Acompanhe a reunião na integra:

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