Após banhistas atolarem na Praia Central, ‘areia movediça’ acende alerta em BC

Dois casos foram registrados da última semana de pessoas "atolando" em pontos da faixa de areia

Kassia Salles Itajaí

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O registro de pessoas “atolando” na areia da Praia Central de Balneário Camboriú na última semana acendeu um alerta para os banhistas. Em um dos casos, até o quadriciclo do guarda-vidas chegou a ficar preso na areia.

A sensação de “areia movediça” acontece porque a areia transportada pela draga Galileo Galilei vem misturada com água, causando uma lama, de acordo com Toni Frainer, engenheiro e um dos fiscais municipais da obra. O processo é natural e dura de um a dois dias para que o solo fique firme novamente.

‘Areia movediça’ acende alerta para banhistas em Balneário Camboriú – Foto: Divulgação/Secom BC/ND‘Areia movediça’ acende alerta para banhistas em Balneário Camboriú – Foto: Divulgação/Secom BC/ND

Por isso o Corpo de Bombeiros alerta para que a população respeite a sinalização do local, “tanto das condições do mar quanto da situação transitória das obras de alargamento da faixa de areia”, afirma o Capitão Jacson, do 13º Batalhão do Corpo de Bombeiros.

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“As areias estão em constante processo de mudança e acomodação, formando bolsões de água e não tem condições de saber o que é efetivamente seguro ou não”, afirma.

A Praia Central tem o monitoramento de guarda-vidas em toda extensão. São cinco postos ativos com 12 guarda-vidas atuando. Além disso, no Grupamento da Base Norte, mais três estão em atuação.

Banhistas “atolaram” na faixa de areia da Praia Central – Foto: Divulgação/Prefeitura de Balneário CamboriúBanhistas “atolaram” na faixa de areia da Praia Central – Foto: Divulgação/Prefeitura de Balneário Camboriú

O que causa a “areia movediça”

“Quando a draga capta a areia da jazida, esse material vem misturado com água, criando uma lama. Esse processo é necessário para evitar a formação de bolsões na areia. Após ser transportada até a orla, a área precisa ficar de um a dois dias isolada, para que a água evapore e o solo fique seco e mais firme”, explica o engenheiro Toni Frainer.

O processo de secagem e escoamento da água é o que faz com que a tonalidade da areia fique mais clara ao longo do tempo, fato que também gerou polêmica e repercutiu já no início da obra.

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“Para clarear temos que considerar alguns fatores tais como as condições climáticas, pois ela vem misturada com água e consequentemente mais escura. Além disso, a movimentação do maquinário acaba por compactar a areia devido a saturação do solo com excesso de água, formando uma lama”, explica a secretária de Meio Ambiente do município Maria Heloisa Lenzi.