Um dia após a passagem da chuva no fim de semana que assolou as ruas do bairro São João do Rio Vermelho, no Norte de Florianópolis, moradores tentavam seguir as suas rotinas nesta segunda-feira (9).
Após enchente no fim de semana, força-tarefa para limpeza no Rio Vermelho, em Florianópolis – Foto: Bianca Taranti/Especial para o NDEm muitas ruas e servidões, ainda era possível encontrar trechos alagados e muita lama, além da ação de maquinários e caminhões hidrojato que trabalhavam para retomar a limpeza do local.
Rio Vermelho foi apenas um dos bairros de Florianópolis que registraram ocorrências de enchentes pelos 225 milímetros de acúmulo de água desde quarta-feira.
SeguirApesar de uma trégua desde domingo, a Defesa Civil de Santa Catarina alerta para uma ‘terceira onda’ de chuvas fortes, que devem iniciar a partir de quarta-feira (11), e segue monitorando as ocorrências.
Vinicius Medeiros, de 34 anos, e seus familiares, foram uma das famílias que sofreram por verem a rua onde moram atingida por enchentes. Ele conta que a chuva do fim de semana fez um estrago na sua rua, a Servidão das Onze Horas, mas, apesar disso, não atingiu a casa e nem a vizinhança por ser um ponto mais alto.
Mais de 42 ruas de estrada de terra no Rio Vermelho, com cerca de 1km de extensão cada, devem passar por manutenção – Foto: Bianca Taranti/Especial para o ND“Lá, a chuva fez um estrago grande e tá perigoso até para sair de carro”, diz. Ele trabalha na construção civil e relatou que na semana passada, por conta das fortes chuvas, só conseguiu sair para trabalhar por dois dias. Ontem ele conseguiu, mas relatou muita dificuldade .
“A minha rua ficou completamente alagada e isso acaba prejudicando a rotina porque dependo de sair de casa pra trabalhar. O meu menino estuda pela manhã, e sem carro, dependemos de Uber, que não entra na rua, e também não dá pra sair sem se molhar. É muito difícil”, conta Medeiros.
Daiane Fraga, 38, e a filha Catarina, 2, caminhavam em meio a uma rua que estava em obra de drenagem. A promessa é que, quando completa, melhore a situação do bairro.
Moradora da Servidão das Tulipas Vermelhas, Daiane declara que a sua rua foi uma das mais atingidas. “Lá ainda tá bem ruim, e preciso sair de casa com os meus filhos pequenos. É o pé que suja, já perdi a rodinha do carrinho dos meus filhos. Graças a Deus que não atingiu as casas, mas ainda não tinha vivenciado isso. Não é fácil”.
Limpeza de ruas após as fortes chuvas
O intendente do bairro Rio Vermelho, Erivaldo Bastos, está desde o fim de semana à frente das limpezas do bairro. Com a ajuda de empresários da região, conseguiu improvisar uma calçada de pedras após ter presenciado a dificuldade de uma pessoas em atravessar em uma rua alagada.
Nesta segunda, maquinários e caminhões hidrojato trabalhavam na limpeza – Foto: Bianca Taranti/Especial para o ND“De domingo pra segunda mudou muito pouco. Segunda amanheceu sem chuva, mas é no pós-chuva que vem os pepinos de recuperação das ruas. Estamos nessa pegada desde de manhã e, agora à tarde, ainda não conseguimos dar a manutenção adequada para todas porque ainda precisamos esperar baixar um pouco a água”, contou ela, durante a tarde desta segunda.
Bastos revela que são mais de 42 ruas de estrada de terra, com cerca de 1km de extensão cada, e já mandou a relação dos materiais que necessitam para a prefeitura.
“O secretário e o prefeito já estão mandando material para gente, estrutura completa, para nos próximos dias deixarmos praticamente tudo pronto”.
Durante a segunda-feira, três caminhões hidrojato atuavam na drenagem das ruas. Segundo o intendente, foi uma ferramenta importante disponibilizada pela prefeitura para que evitasse o alagamento nas casas, situação que não ocorreu em nenhuma residência.
Ediel de Oliveira, 43, era um dos funcionários que estava nesta frente. O trabalho exigiu muito tempo dos trabalhadores, que estavam no domingo das 7h às 21h, e nesta segunda, das 7h às 17h30.
“Trabalhamos muito desde ontem [domingo], as casas quase alagadas e fizemos o máximo que conseguimos. Agora já está dando uma amenizada na situação, mas ainda tem bastante água nas ruas. Estamos aí na correria”, relata.