Arquiteta e urbanista aponta problemas na obra da Avenida das Rendeiras, em Florianópolis

Integrante do setorial de patrimônio do conselho municipal de cultura considera que piso tátil colocado na beira da calçada não é o adequado

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Diante da polêmica em torno da obra de revitalização da Avenida das Rendeiras, na Lagoa da Conceição, a arquiteta e urbanista Suzana de Souza, do setorial de patrimônio do Conselho de Cultura de Florianópolis, alerta para a necessidade de respeito às normas internacionais de acessibilidade nos cenários urbanos.

Obra na Avenida das Rendeiras, em Florianópolis, está causando polêmica – Foto: Divulgação/NDObra na Avenida das Rendeiras, em Florianópolis, está causando polêmica – Foto: Divulgação/ND

Segundo ela, o piso tátil que aparece na foto divulgada pela coluna (ao lado) é de caminhada – que serve de orientação para o “caminhar do deficiente visual” – e que deveria “estar dentro do vão da calçada e jamais no final dela, como uma borda”.

O ideal, conforme a profissional, é colocar no local um piso de alerta com bolinhas para alertar sobre um perigo à frente, como o final das calçadas, diferença de nível do meio-fio, travessia de pedestres ou ainda uma árvore. Suzana faz parte também do núcleo de SC do ICOMOS (Conselho Internacional de Monumentos e Sítios).

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A Secretaria de Infraestrutura de explica, no entanto, que as intervenções na via da Lagoa estão seguindo o novo manual de acessibilidade do Ipuf (Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis) e que as obras ainda não estão concluídas.

O titular, Valter Gallina, esclarece ainda que será colocada uma proteção na lateral para garantir segurança a quem caminha pela calçada.

Nesta segunda-feira, a 30ª Promotoria de Justiça da Capital deu 20 dias para que a prefeitura preste informações e faça as adequações necessárias.