Da série de novelas de obras públicas em Florianópolis, a revitalização da avenida das Rendeiras talvez seja uma das mais polêmicas. Foram muitos os capítulos envolvendo a obra na Lagoa da Conceição, que começou em outubro de 2020 e deveria ter sido entregue em fevereiro de 2021, mas ainda não está pronta.
Instituições definem adequações para finalizar obras na avenida das Rendeiras em Florianópolis – Foto: Arquivo/NDSegundo o promotor de Justiça Daniel Paladino, “a principal divergência era justamente em relação ao piso tátil, que ficou acordado que esse piso vai ser alongado para além da calçada, e também questões envolvendo a ciclovia, questões envolvendo o piso da pista de rolamento, que havia muitas oscilações. Mas esses ajustes serão feitos agora nessa semana e na próxima pela prefeitura”.
Nesta terça-feira (13), o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina) realizou a terceira vistoria da obra, para acompanhar o que está sendo feito e o que ainda deve acontecer. A visita também contou com a presença do NIDI (Núcleo Intersetorial em Defesa da Inclusão), de representantes do CREA-SC (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Santa Catarina), da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina) e da prefeitura municipal.
Para o promotor Paladino, o saldo foi positivo: “Nós conseguimos chegar a um consenso que não vai implicar em custos grandiosos para a prefeitura, mas ao mesmo tempo vai trazer muita segurança e muita qualidade na circulação das pessoas.”
Quando concluída, a obra deve revitalizar 2,2 km da avenida. Estão previstas a substituição dos pavimentos atuais por pavers, a implantação de ciclovias e passeios acessíveis e a construção de deques de madeira. A ideia era melhorar o trânsito no local, tanto de pedestres como de veículos. Mas todo o atraso, que chega a mais de um ano e meio, tem levado ao resultado oposto: muito transtorno.
Uma das principais preocupações era com relação à colocação do piso tátil para pessoas com deficiência visual. Muito se questionou sobre o local adequado para a instalação. Após a visita, as instituições afirmaram chegar a um acordo sobre as adequações necessárias.
“O piso tátil continua na borda. Onde não tem água, nós vamos fazer 60 cm de grama e depois um pequeno declive e assim ao longo de todo o trecho”, afirmou o secretário municipal de Infraestrutura, Valter Gallina.
A obra, orçada em quase R$ 5 milhões, é uma das mais aguardadas pela comunidade, principalmente às vésperas da temporada de verão. De acordo com o prefeito Topázio Neto, o novo prazo deve respeitar o limite de 90 dias para a finalização dos trabalhos.
Conforme Topázio, “se faltar alguma coisa para a temporada, serão obras que não prejudicarão a mobilidade e que eventualmente, até, a gente possa esperar para terminar um pedacinho de calçada ou outro, até o final da temporada. Nós temos pelo menos mais 90 dias pela frente e essa obra agora é uma obra que não depende mais de interrupção de trânsito, portanto se pode trabalhar com tranquilidade e nós devemos chegar no verão com a obra totalmente pronta”.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.