Do momento da derrapagem da aeronave à chegada dos socorristas do Aeroporto Internacional de Florianópolis, na manhã desta quarta-feira (12), passou cerca de cinco minutos, afirma uma funcionária. “Estava limpando o vidro, quando vi que o avião estava quase capotando.”
Voos cancelados geram insatisfação e caos em Aeroporto de Florianópolis – Foto: Ana Schoeller/NDConforme o relato da mulher, que prefere não se identificar, foi tudo muito rápido. “Eu me assustei. Eu acho que nunca queria ter visto isso. Na hora me preocupei, parecia ser mais grave”, completa.
A aeronave derrapou na pista do aeroporto e passou das linhas de segurança, na manhã desta quarta-feira (12). Por volta de meio-dia e meia, o clima seguia caótico por conta dos voos cancelados. Havia crianças chorando, pessoas irritadas tentando remarcar o voo e reclamações de falta de informação.
SeguirA Latam informou que os 172 passageiros e sete tripulantes do voo LA 3300 (São Paulo/Guarulhos-Florianópolis) foram desembarcados em segurança e liberados após a avaliação da equipe médica.
Quem estava no saguão do aeroporto no momento do acidente também ouviu o barulho do estrondo. Bernardo Costa Mendes conta que iria retornar a Londrina, passando por Congonhas.
Passageiro relata momento do estrondo quando aeronave derrapou – Vídeo: Ana Schoeller/ND
“Ouvi o barulho. Estava tomando café com meus avós e ouvi um estrondo muito forte, até achei que fosse trovão por conta do clima. Depois entendi o que realmente aconteceu”, detalha.
Passageiros relatam cancelamentos
O arquiteto Luiz Alberto Câmara, de 65 anos, afirma que “estava preocupado com o ciclone, mas agora com o acidente piorou tudo”. Ele viajaria a São Paulo e faria de tudo para embarcar nesta quarta, por conta das condições do tempo. “Mesmo se liberarem a pista terá um vendável. Não sei o que fazer.”
O sentimento de impotência também é compartilhado pela passageira Juliana Targon, de 51 anos. Ela estava na Capital catarinense para comemorar o aniversário do filho, mas também voltaria para São Paulo.
Ela relata preocupação com os custos de deixar mais tempo seu carro no estacionamento do aeroporto paulista. “Vamos ter que pagar a mais para o carro ficar lá, afinal já iríamos voltar”, lamenta. “Não sabemos como vamos embora agora”.
O passageiro Maurício de Souza, de 62 anos, afirma que ia para Congonhas, mas agora está a caminho do aeroporto de Navegantes para pegar um voo para São Paulo. A decisão foi a mesma tomada por uma série de passageiros.