Balança de pesagem desativada dificulta fiscalização na BR-101 no Sul de SC

A balança do sentido sul da BR-101 em Araranguá está desativada, há pelo menos, um ano e têm dificultado a fiscalização de excesso de carga que segue sendo realizada pela PRF na rodovia

Redação ND Criciúma

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O trecho sul da BR-101 segue sem ter uma balança de pesagem para fiscalização de cargas de carretas e caminhões que trafegam na rodovia no sentido sul. Isso porque a única balança disponível, que está localizada em Araranguá, está desativada. Fato que tem dificultado a fiscalização da Polícia Rodoviária Federal (PRF) para o excesso de carga.

“Utilizamos na PRF dois métodos de fiscalização. Um por notas fiscais onde o usuário informa o peso da carga que é somado com o peso do veículo vazio, ou estamos amparados por uma decisão da Justiça Federal de Minas Gerais que podemos utilizar qualquer balança pública ou privada devidamente aferida”, destacou o agente da PRF, Joel Soares Maciel.

Balança localizada em Araranguá está desativada a pelo menos um ano na BR-101 – Foto: Reprodução/NDTV/NDBalança localizada em Araranguá está desativada a pelo menos um ano na BR-101 – Foto: Reprodução/NDTV/ND

Mesmo sem a balança, a PRF tem conseguido fazer alguns flagrantes de excesso de peso e carretas e caminhões na rodovia. A multa, segundo o agente, é calculada de acordo com a quantidade de quilos que ultrapassa o limite de peso em cada situação.

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“ O excesso de peso pode causar uma multa bastante cara. Ela é calculada proporcionalmente ao excesso de peso. Quanto mais peso, a multa será mais cara. Esses dias abordamos um veículo com 6 mil quilos de excesso peso e a multa dele vai dar em torno de R$1.800, uma multa pesada”, contou o agente da PRF.

Mesmo sem a balança a PRF tem conseguido realizar alguns flagrantes de excesso de carga na rodovia – Foto: Reprodução/NDTV/NDMesmo sem a balança a PRF tem conseguido realizar alguns flagrantes de excesso de carga na rodovia – Foto: Reprodução/NDTV/ND

De acordo com ele, o excesso de peso traz prejuízo ao patrimônio público já que danifica a rodovia e faz diminuir o tempo de ‘vida útil’ do asfalto. Além disso, dificulta a frenagem e manobras dos caminhões e carretas.

“Primeiro dano é ao patrimônio público. Tem, também, o dano a segurança no trânsito, porque esses caminhões,  embora tenham motores muitos fortes, não tem nem sistema de suspensão, nem de frenagem para parar o veiculo em determinadas situações”, explicou o agente.

Três anos para instalação de balança

Atualmente o trecho da BR-101 entre Palhoça e Passo de Torres é gerenciado pela CCR ViaCosteira. Segundo a concessionária, devido ao contrato feito com o poder público, após três anos da concessão é que poderão ser instaladas novas balanças. A CCR assumiu o trecho neste ano.

“Vamos instalar uma no sentido norte e outra no sentido sul em trechos de grande circulação de veículos pesados para inibir a prática indevida do excesso de cargas que traz risco emitente à todos os motoristas”, ressaltou o diretor de atendimento ao usuário da CCR, Diogo Elias Stiblet.

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