Canais artificiais de drenagem do Norte de Florianópolis começam a ser limpos após 37 anos

Os canais artificiais não recebiam manutenção em toda sua extensão desde 1986

Redação ND Florianópolis

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A Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Florianópolis deu início a limpeza dos canais artificias de drenagem na região de Canasvieiras, Norte da Ilha. Desde o início das operações, já foram retirados cerca de 10 mil m³ de material orgânico.

Desde o início das operações já foram retirados cerca de 10 mil m³ de material orgânico — Foto: Leonardo Sousa/PMF/reprodução/NDDesde o início das operações já foram retirados cerca de 10 mil m³ de material orgânico — Foto: Leonardo Sousa/PMF/reprodução/ND

O processo de limpeza e manutenção dos canais artificiais de drenagem na região de Canasvieiras começou em dezembro de 2022, após estudos e análises do Município. Os canais artificiais não recebiam manutenção em toda sua extensão desde 1986

Desde então, já foram retirados cerca de 10 mil m³ de material orgânico. Nessa primeira etapa, será realizada a limpeza de 18 quilômetros de vala, com a expectativa da retirada de até 120 mil m³ de material orgânico ao final do processo.

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O prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, declarou que nos próximos meses o trabalho com o maquinário continuara nos canais artificias e que o resultado será positivo para a população.

“Essa manutenção é muito importante para evitar problemas na drenagem, cheias no Rio Papaquara e acidentes no Rio do Brás“, afirma.

Entenda o vazamento do Rio do Brás

As barreiras que impediam a água poluída do Rio Brás chegar ao mar foram rompidas após fortes chuvas que atingiram Florianópolis em dezembro de 2022. O rio fica localizado em Canasvieiras, Norte de Florianópolis.

A corrente poluída de água sofre com o depósito de esgoto bruto, o que, inclusive, rendeu à Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) uma multa de R$ 1,5 milhão ainda neste mês.

Uma situação semelhante ocorreu no começo de dezembro e deixou a praia suja e cheia de plantas. A Prefeitura de Florianópolis criou uma barreira para “manter a segurança dos moradores”.

Além da sujeira gerada, há riscos à saúde da população local e à balneabilidade da praia, que deve ser afetada sobretudo neste verão, com temporais e grande fluxo de turistas.

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