Casan e Arteris divergem sobre causas da cratera aberta na BR-101 na Grande Florianópolis

Buraco na via interrompeu o trânsito por 18 horas, reparado pela concessionária às 5h44 desta quarta-feira (20)

Maria Fernanda Salinet Florianópolis

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A Casan e a Arteris Litoral Sul divergem sobre o que causou a abertura de uma cratera que interrompeu o trânsito por 18 horas, na altura do km 209 da BR-101, em São José, na Grande Florianópolis, nesta terça-feira (19).

Buraco se formou no meio da faixa central da BR-101, em São José – Foto: Paulo Mueller/NDBuraco se formou no meio da faixa central da BR-101, em São José – Foto: Paulo Mueller/ND

Segundo a concessionária que administra a rodovia, um problema na tubulação metálica — por onde passa uma adutora da Casan — resultou na fissura e consequente erosão da pista. No entanto, a companhia catarinense afirma que os danos à estrutura foram causados pela Arteris, nas obras da terceira faixa.

“Durante a execução, danificaram uma tubulação que dá acesso à adutora da Casan. O reparo deve ser feito pela própria empreiteira contratada pela Arteris. A adutora da Casan não apresentou problemas, tanto que não houve vazamento de água”, informou a assessoria da Casan.

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    Casan informa que não houve vazamento da adutora na BR-101, em São José - Divulgação/ND
    Casan informa que não houve vazamento da adutora na BR-101, em São José - Divulgação/ND
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    Erosão resultou eum uma cratera no meio da via na BR-101, na Grande Florianópolis - Divulgação/ND
    Erosão resultou eum uma cratera no meio da via na BR-101, na Grande Florianópolis - Divulgação/ND

Equipes da concessionária trabalharam de forma ininterrupta para solucionar o problema, por meio de escavação, aterro, estabilização e recomposição do pavimento. A rodovia foi liberada às 5h44 desta quarta-feira  (20).

A Arteris disse, em nota, que a tubulação que originou o problema é de responsabilidade da Casan, incluindo o monitoramento e a conservação.

“A Arteris Litoral Sul entrou em contato com a companhia – e a partir de agora vai acompanhar os trabalhos da empresa para manutenção com correção definitiva do problema no tubo de passagem da adutora”, garante.

Conforme a companhia, as tubulações estavam nas laterais da via com autorização do DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) e do Deinfra (Departamento de Infraestrutura de Santa Catarina).

Questionada sobre qual teria sido o problema na tubulação, a concessionário disse que não há relação com as obras na terceira faixa.

“O trabalho nesse trecho ocorreu somente na camada superficial – com ampliação da pavimentação sobre o acostamento. Isso será esclarecido também para equipe técnica da companhia de saneamento”, afirmou em nota.

Porém, a Casan informou que a Diretoria de Operações e Expansão apresentará relatório e irá notificar a Arteris sobre o caso.

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