Casan realizará diagnóstico da rede de água e esgoto de Florianópolis

Companhia deve encaminhar informações semestralmente e conclusão de diagnóstico tem prazo de um ano

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) informou, nesta quarta-feira (27), que realizará um diagnóstico de toda a rede de água e esgoto de Florianópolis em um prazo de um ano, conforme recomendado pela Justiça.

Rompimento de uma adutora no dia 27 de maio no bairro Itacorubi, em Florianópolis, que causou transtornos no trânsito e desabastecimento de água na região – Foto: GMF/Divulgação/NDRompimento de uma adutora no dia 27 de maio no bairro Itacorubi, em Florianópolis, que causou transtornos no trânsito e desabastecimento de água na região – Foto: GMF/Divulgação/ND

De acordo com o MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o diagnóstico de toda a rede será enviado à 30ª Promotoria de Justiça da Capital com uma série de informações que permitirão ao órgão acompanhar as condições do sistema e a eficiência da resposta da empresa aos problemas pontuais recorrentes.

A decisão foi motivada devido aos frequentes vazamentos nas adutoras e tubulações que compõem a rede da Casan, gerando “comprometimento à mobilidade urbana, ao funcionamento de estabelecimentos comerciais, ao fornecimento regular de água, ao direito de ir e vir das pessoas, e danos a vias públicas de Florianópolis, muitas das quais recentemente revitalizadas”.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Dessa forma, a 30ª Promotoria de Justiça recomendou a realização e encaminhamento ao Ministério Público, no prazo de um ano, de um diagnóstico sobre as condições de conservação de toda a Rede Hídrica e de esgotamento de Florianópolis e os respectivos projetos de manutenção e revitalização que serão realizados a partir do mencionado diagnóstico.

O Promotor de Justiça Daniel Paladino também pede para que seja informado semestralmente instruindo com fotos e documentações que comprovem as ações e investimentos que estão sendo realizados para evitar novos vazamentos e rompimentos nas adutoras e tubulações.

Além disso, ficou definido ainda o envio, em 30 dias, das seguintes informações:

  • Quantitativo, por bairro e por região, das ocorrências de vazamento, rompimento e desabastecimento registradas na rede hídrica, no ano de 2022, e as respectivas soluções;
  • Os protocolos de atuação da Companhia pós-ocorrência, tempo-resposta e a nominata  (relação) das empresas contratadas pela Casan para realização desses serviços;
  • Cópia de convênio com o Município de Florianópolis, onde estabelecida a obrigação de ressarcir danos gerados à coletividade e o montante despendido a esse título neste ano.

Um dos últimos rompimentos que causaram transtornos  aconteceu no dia 27 de maio no bairro Itacorubi, em Florianópolis, que deixou a região sem abastecimento de água.

Rompimento ocorreu na manhã desta sexta (27) – Foto: Paulo Mueller/NDTV RecordTVRompimento ocorreu na manhã desta sexta (27) – Foto: Paulo Mueller/NDTV RecordTV

Por conta disso, o MPSC resolveu instaurar o inquérito para apurar a responsabilidade da companhia nesses casos.

Uma semana antes, mais uma adutora rompeu no bairro Santa Mônica. A situação causou alagamentos na via pelo excesso de água que vazava dos canos e parte do trânsito precisou ser desviada. Outra adutora rompeu no dia 11 de maio, na rótula em frente à Penitenciária de Florianópolis, no bairro Agronômica. Uma lâmina de água se formou sobre a pista.

Assim como apontou a reportagem do Balanço Geral Florianópolis, a Casan registrou cerca de 60 vazamentos somente no mês de abril na Capital.

De acordo com o procurador geral da Casan, Allysson Mazzarin, confirmou o acordo de encaminhamento de informações, mas que os rompimentos não acontecem apenas por um motivo.

“Eles se dão por fatores diversos, mas desde o momento inicial deixamos claro que não se trata de nenhuma má prestação de serviço por parte da companhia […] podem ser por questões geológicas, por obras de outras concessionária, acomodação do solo ou até pressão de rede”, complementa Allysson Mazzarin.

Veja o que disse o procurador geral da Casan:

Procurador geral da Casan comenta decisão da companhia em acatar recomendação do MPC – Vídeo: Casan/Divulgação/ND

Tópicos relacionados