Casan tenta solucionar vazamentos em Florianópolis e instala válvula de pressão no Itacorubi

A Capital registrou em média 60 vazamentos por dia só no mês de abril. O último foi nesta sexta-feira (27) no Itacorubi, bairro que receberá a nova válvula nesta terça-feira (31)

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Redação ND Florianópolis

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A Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) tenta resolver os vazamentos de água registrados em Florianópolis. Somente em abril, a média foi de 60 vazamentos por dia na Capital. O mais recente foi registrado na última sexta-feira (27), no Itacorubi.

Registro de adutora que rompeu na SC-401, KM 12,3, sentido bairro/Centro, em Florianópolis – Foto: Divulgação/NDRegistro de adutora que rompeu na SC-401, KM 12,3, sentido bairro/Centro, em Florianópolis – Foto: Divulgação/ND

No bairro, será feita nesta terça-feira (31) a instalação de uma válvula redutora de pressão na rede de abastecimento. Os trabalhos, segundo a companhia, serão realizados na esquina da Avenida Madre Benvenuta com a Rodovia Admar Gonzaga, a partir das 8h.

De acordo com a Casan, a instalação da válvula redutora de pressão faz parte do planejamento para prevenção ao rompimento de tubulações. A previsão de religamento da rede é 18h, com retorno gradativo do abastecimento.

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Por que tantos vazamentos?

Ao ser questionada pelo ND+ sobre o motivo pelo qual Florianópolis registra tantos vazamentos, a empresa deu uma resposta antiga. No fim de abril, Francisco Pimentel, chefe da Casan de Florianópolis, explicou que os problemas são motivados pelo tipo de região em que se encontram.

“As regiões mais baixas tendem a ter maior pressão e tendem a ter mais vazamentos pela alta pressão. Esses lugares tendem a dar mais vazamentos, por exemplo, em cavaletes, em ramal, porque a pressão é maior. A gente está providenciando a instalação de válvulas redutoras de pressão, que tu consegue gerenciar a pressão desses lugares”, afirmou Pimentel.

Companhia percorreu 500 quilômetros dos 1.500 quilômetros de tubulações em Florianópolis – Foto: Casan/Divulgação/NDCompanhia percorreu 500 quilômetros dos 1.500 quilômetros de tubulações em Florianópolis – Foto: Casan/Divulgação/ND

Atualmente, Florianópolis tem 1.500 quilômetros de rede de água. Desses, cerca de 500 quilômetros de redes de distribuição e adutoras foram monitorados nos últimos dois anos. A Companhia explicou que há uma empresa especializada e contratada para esse serviço, contemplando bairros como Santo Antonio, Cacupé, Monte Verde, João Paulo, Itacorubi e Santa Monica. Mais de 120 vazamentos ocultos foram localizados e consertados.

Em contrapartida, para a Secretaria de Infraestrutura da Capital, uma forma de evitar vazamentos seria trocar as tubulações antigas, algumas com mais de 30 anos, conforme matéria publicada pelo ND+.

“Eu acho primordial, quando a gente for fazer uma pavimentação asfáltica numa rua estruturante, que a Casan pudesse ir lá e constatar se a tubulação é antiga. A grande maioria é muito antiga, tem mais de 30 anos, são tubulações desgastadas. Normalmente, elas ficam sob o asfalto. Trocar aquela tubulação desgastada e antiga que tem sob o asfalto daquela determinada rua estruturante”, disse o secretário de Infraestrutura, Valter Gallina na época da publicação.

Sobre a troca, a Casan diz que só executa serviços de manutenção na rede com autorização da prefeitura e que, quando solicitada, pode fazer a avaliação da rede antes do Município executar uma obra.

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