Celesc projeta mais 200 km de rede trifásica para regiões de agropecuária

Em entrevista ao Grupo ND, presidente da Celesc descreveu investimentos para a temporada e dicas para economizar na conta de luz

Foto de Nícolas Horácio

Nícolas Horácio Florianópolis

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O ano de 2023 foi marcado por grandes investimentos da Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina), que acaba de completar 68 anos. Após o anúncio do plano de investimentos de R$ 4,5 bilhão até 2026 em melhorias pelo Estado, a companhia focou na expansão do sistema, transformando redes monofásicas em trifásicas, especialmente em Lages, em direção ao Oeste e Extremo Oeste.

Presidente da Celesc, Tarcísio Estefano Rosa, deu entrevista ao Grupo NDPresidente da Celesc, Tarcísio Estefano Rosa, deu entrevista ao Grupo ND – Foto: ND

São regiões de agropecuária e pequenas indústrias que estavam com demanda reprimida, precisando crescer e não tinham energia suficiente. Somente em 2023, a estatal investiu R$ 900 milhões e, nos três próximos anos, vai injetar mais R$ 1,3 bilhão para atacar a demanda reprimida e melhor atender Santa Catarina.

Presidente da Celesc, Tarcísio Estefano Rosa visitou o Grupo ND na última sexta-feira (22) e atualizou o andamento da obra em Lages e de outras operações que a companhia fará nos próximos anos.

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“Está andando bem, nós prometemos 500 quilômetros de rede trifásica. Estamos alcançando 300 quilômetros e até a metade do ano que vem devemos alcançar os 500 prometidos”, disse Rosa.

Segundo ele, foi um desafio colocado pelo governador Jorginho Mello, desejando que Santa Catarina seja transformada e que ninguém deixe de investir na região por falta de energia.

Outra parte dos investimentos da companhia são 20 novas subestações, 41 ampliações de subestações e linhas de transmissão, além de um projeto na área de indústrias que consiste num incentivo do governo do Estado de R$ 220 milhões.

Nele, a Celesc investe em subestações e linhas, amplia a capacidade de produção das indústrias, podendo gerar cerca de 10 mil novos empregos e tudo isso retorna, em seguida, em impostos e na produção do próprio Estado.

“É um programa ganha-ganha”, resumiu Rosa.

‘Outubro e novembro foram os piores meses da história de Santa Catarina’

Mas além dos investimentos, 2023 também foi um ano de desafios, sobretudo por conta do clima.

“Outubro e novembro foram os piores meses da história de Santa Catarina. Tivemos localidades com seis enchentes e todo tipo de problema: granizo, chuva, trovoada, tempestade e ciclone bomba”, lembrou o presidente da estatal.

Na visão dele, foi um tempo de desafios.

“A Celesc teve um papel muito importante e muito trabalho para retornar [a energia] no menor tempo possível, ou desligando em alguns lugares preventivamente. Quando a água chega no nível da rede elétrica, por exemplo, tem que desligar para evitar acidentes.”

Tempo desenhou os maiores desafios para a Celesc em 2023 – Foto: Rio do Sul do Alto/Divulgação/NDTempo desenhou os maiores desafios para a Celesc em 2023 – Foto: Rio do Sul do Alto/Divulgação/ND

Presidente da Celesc fala de investimentos para a temporada e dicas de economia

O presidente da Celesc também falou sobre os investimentos com foco na temporada.

“Inauguramos uma subestação em Joinville há 30 dias. Semana passada, a ampliação na subestação de Itajaí, já o fizemos em Capivari de Baixo, então, você percebe que o Leste e o Litoral catarinense já tiveram um reforço antecipado ao verão que está aí”, ressaltou Rosa.

Ainda conforme o executivo, somam-se a esses investimentos a construção de novas linhas e alimentadores, a ampliação das equipes e da estrutura de camionetes e caminhões.

“O verão vai ser grande, existe cidade que triplica o consumo de energia e estamos atentos para não trazer transtorno”, fala o presidente da Celesc.

A fim de ajudar o consumidor a poupar, o presidente trouxe dicas de economia:

“O grande vilão é o ar-condicionado. O ideal é deixar em 23ºC. Não há necessidade de colocar no 18ºC, 17ºC ou 16ºC. Outra coisa: ar-condicionado e janela aberta não combinam. E o chuveiro deve ficar na posição verão, senão consome como se fosse inverno e gasta mais água e mais energia.”

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