Com investimento de R$ 300 milhões, obra na Baía Babitonga avança em SC

Além do alargamento e aprofundamento da Baía Babitonga, a obra também prevê o alargamento da faixa de areia de praia de Itapoá

Foto de Mariana Costa*

Mariana Costa* Joinville

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Orçada em, aproximadamente, R$ 300 milhões, a obra de alargamento e aprofundamento da Baía Babitonga avança em Santa Catarina. O governador Jorginho Mello assinou, nesta segunda-feira (3), um protocolo de intenções que busca alternativas para viabilizar o serviço.

Com investimento de R$ 300 milhões, obra na Baía Babitonga avança em SCCom investimento de R$ 300 milhões, obra na Baía Babitonga avança em SC – Foto: Prefeitura de SFS/Divulgação/ND

O protocolo de intenções é a primeira etapa para viabilizar o custeio da obra, em modelagem inédita no Brasil. Os portos de São Francisco do Sul e Itapoá integram o acordo, que envolve definir o modelo de financiamento, licenças ambientais, contratação, execução e acompanhamento dos trabalhos.

Segundo o governador Jorginho Mello, a obra é fundamental para aumentar o potencial dos portos da região Norte. “Estamos dando todo nosso apoio e esforço para avançar com as licenças e demais processos para que possamos executar esse projeto”, destaca o governador.

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Após a assinatura do protocolo de intenções, o assunto será levado ao MPor (Ministério dos Portos e Aeroportos) e à Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários), para validação do modelo e seguimento do processo.

O governo do Estado prevê que a licitação para a contratação da obra seja lançada ainda neste ano.

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    Orçada em, aproximadamente, R$ 300 milhões, a obra de alargamento e aprofundamento da Baía Babitonga deve sair do papel - Roberto Zacarias/Secom/Reprodução/ND
    Orçada em, aproximadamente, R$ 300 milhões, a obra de alargamento e aprofundamento da Baía Babitonga deve sair do papel - Roberto Zacarias/Secom/Reprodução/ND
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    O governador Jorginho Mello assinou um protocolo de intenções que busca alternativas para viabilizar o serviço - Roberto Zacarias/Secom/Reprodução/ND
    O governador Jorginho Mello assinou um protocolo de intenções que busca alternativas para viabilizar o serviço - Roberto Zacarias/Secom/Reprodução/ND
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    O protocolo de intenções é a primeira etapa para viabilizar o custeio da obra, em modelagem inédita no Brasil - Roberto Zacarias/Secom/Reprodução/ND
    O protocolo de intenções é a primeira etapa para viabilizar o custeio da obra, em modelagem inédita no Brasil - Roberto Zacarias/Secom/Reprodução/ND
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    O governo do Estado prevê que a licitação para a contratação da obra seja lançada ainda neste ano - Roberto Zacarias/Secom/Reprodução/ND
    O governo do Estado prevê que a licitação para a contratação da obra seja lançada ainda neste ano - Roberto Zacarias/Secom/Reprodução/ND

Benefícios para os portos da região

Com a obra, a profundidade passará de 14 para 16 metros e permitirá a navegação de embarcações de até 366 metros de comprimento no canal externo que dá acesso aos portos de São Francisco do Sul e Itapoá.

Segundo o presidente do Porto de São Francisco do Sul, Cleverton Vieira, a obra permite que o Estado preserve a sua condição logística diferenciada, mantendo as cargas que movimenta hoje e possibilitando a atração de novos negócios.

“É uma obra extremamente relevante já que vai assegurar uma maior segurança à navegação, assim como a possibilidade de ganhos de eficiência na movimentação de navios de grande calado, tanto graneleiros, quanto de carga geral”, afirma Vieira.

Já para o presidente do Porto de Itapoá, Cássio José Schreiner, o projeto vai se refletir em mais renda, geração de empregos e o desenvolvimento ainda maior de toda a região.

“Essa obra vai trazer um grande avanço para os próximos anos nas operações portuárias. Aumentando essa área do canal vai permitir a chegada de navios maiores. Além disso, a areia que for dragada com a obra será usada no alargamento de faixa de areia”, destaca Schreiner.

Hoje, o complexo portuário da região recebe navios com até 310 metros de comprimento.

Processo da obra na Baía Babitonga

A obra já conta com licença ambiental prévia, emitida pelo Ibama. A primeira etapa será a suavização da curva do canal para melhorar a segurança da navegação. Depois, haverá o alargamento do canal de acesso externo e o realinhamento do seu trecho inicial, executando o aprofundamento para 16 metros.

Parte da areia dragada será utilizada para o alargamento da faixa de areia da orla de Itapoá que, nos últimos anos, tem sofrido com erosão marítima. Será a primeira vez no Brasil que os sedimentos de uma dragagem portuária terão como destino o alargamento de uma praia.

*Com informações da Secom.

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