Com prazo de entrega estendido para 2023, obra do Contorno Viário recebe vigas de suporte

Previsão é que entre sexta (30) e segunda (2) sejam colocadas as 14 vigas longarinas que servirão de base para a construção da laje do tabuleiro do viaduto do trevo

Redação ND Florianópolis

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Um dos pontos importantes da obra do Contorno Viário, o trevo de cruzamento da futura rodovia com a BR-282, em Palhoça, na Grande Florianópolis, receberá, entre sexta-feira (30) e segunda-feira (2), as 14 vigas longarinas que servirão de base para a construção da laje do tabuleiro do viaduto do trevo, por onde passará o trânsito da rodovia.

Contorno Viário avança de forma significativa – Foto: Arteris Litoral Sul/divulgaçãoContorno Viário avança de forma significativa – Foto: Arteris Litoral Sul/divulgação

O superintendente de investimentos do Contorno Viário, Marcelo Módolo, explica que essa é uma etapa importante da construção do trevo. “Após essa ação, o viaduto começa a tomar forma e os avanços serão cada vez mais visíveis”, destaca.

Cada viga tem 40 metros de comprimento e pesa 90 toneladas. O lançamento das vigas será feito com guindastes de esteira de 130 toneladas.

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Sobre a obra do Contorno Viário

Com prazo de conclusão inicial para 2012, a estrutura passou por várias pendências até que entrasse em sua parte final e mais complexa. Com isso, o prazo para a entrega foi estendido para dezembro de 2023.

Considerada uma das maiores obras de infraestrutura do país, o Contorno Viário é um corredor expresso com 50 km que está sendo construído para desafogar o trânsito da BR-101, na região da Grande Florianópolis.

Além disso, o objetivo da obra é desviar o tráfego de longa distância da região metropolitana da Capital, possibilitando a travessia do trecho em cerca de 38 minutos, gerando um ganho médio de 1h22 no tempo de viagem nos horários de pico.

A expectativa é que, com a conclusão do Contorno Viário, cerca de 18 mil veículos pesados sejam desviados da BR-101 por dia.

Para que isso seja possível, o projeto foi elaborado para fazer com que a rodovia tenha características de uma via expressa, sem subidas e descidas acentuadas, estrada plana e com curvas suaves, evitando a necessidade de redução da velocidade.

Para isso, também, o Contorno Viário terá uma série de obras de arte especiais, como seis acessos por trevos, quatro túneis duplos, sete pontes e mais de 20 passagens em desnível.

Motivos do atraso

O contrato de concessão firmado pela ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) junto à Arteris Litoral Sul é de 25 anos. Se cumprido o prazo atual de entrega (em 2023), será quase 50% do período vigente.

Enumerar os motivos que refletiram em tamanho atraso é, inclusive, um desafio. A começar pela concessionária vencedora do trecho que liga Florianópolis e Curitiba, ao longo de 356,6 quilômetros, que restou comprada pela atual empresa sete anos depois de ter assinado o contrato.

O elevado número de desapropriações corrobora com o período de atraso, embora por si só não justifique uma década de espera. Segundo repassado pela empresa, já foram 1.150 áreas desapropriadas.

Atualmente, ainda restam 15 áreas a serem desocupadas. Para Marcelo Módolo, nada que possa “atrapalhar” o atual andamento das obras.

Covid-19, ao eclodir em território brasileiro em março de 2020, também trouxe reflexos com as paralisações previstas em decreto. Além disso, os trabalhos de terraplanagem foram influenciados pelos volumes de chuva nos meses de dezembro, janeiro e parte de fevereiro.

O ponto crucial para a demora, no entendimento do superintendente Marcelo, foi a alteração do traçado original para o atual.

“O traçado foi alterado, quando houve a necessidade da construção de três túneis, saímos da área urbana e foi para o maciço da Pedra Branca. Por conta disso, houve a necessidade de novos projetos, novos licenciamentos e novas desapropriações com essa alteração, que fizeram com que a obra começasse só agora em 2021”, descreve.

Foi essa realocação do traçado que acarretou no último reajuste da tarifa nas cinco praças de pedágio exploradas pela concessionária. Segundo o superintendente, a adequação nos valores cobrados – que gerou revolta da comunidade – “contempla o reequilíbrio econômico-financeiro” referente ao realinhamento do trecho.

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