Os trabalhadores da Comcap (Autarquia de Melhoramentos da Capital) decidiram permanecer em greve durante votação em assembleia realizada na manhã desta quinta-feira (23).
Trabalhadores da Comcap entraram em greve nesta taerça-feira (21) – Foto: Reprodução/NDEm uma publicação na internet, o Sintrasem (Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal de Florianópolis) reforça os motivos para seguir com a paralisação contra a terceirização dos serviços de coleta no município.
Coleta de lixo segue com contratadas
Na manhã desta quinta, empresas contratadas pela prefeitura retomaram a coleta de lixo sob escolta de agentes da GMF (Guarda Municipal de Florianópolis). A ação irá ocorrer por pelo menos cinco dias ou enquanto os servidores da Comcap mantiverem a greve.
SeguirPor volta das 7h, cinco caminhões das empresas Veoleo e Recilcle iniciaram as rotas saindo do pátio de transbordo do Itacorubi. Elas foram contratadas para atender todos os bairros do município, com exceção do Norte da Ilha e do Continente, onde a empresa terceirizada, a Amazon Fort, segue realizando a coleta.
Nesta manhã, o secretário municipal de Desenvolvimento Sustentável, Fábio Braga, disse em entrevista à repórter da NDTV, Gabriela Milanezi, que o trabalho iniciará pelas avenidas centrais, para depois começar a coleta nas ruas marginais e nas servidões. O contrato estabelece o recolhimento de 190 toneladas de lixo.
Justiça declara ilegalidade da greve
O desembargador Sérgio Roberto Baasch Luz, do TJSC, considerou ilegal a greve deflagrada pelos trabalhadores da Comcap, em Florianópolis.
Com a decisão desta quarta-feira (22), a prefeitura anunciou que já vai aplicar descontos salariais em grevistas nesta quinta (23), quando o município fecha a folha dos funcionários.
No despacho, o TJSC determina “o restabelecimento integral de todos os serviços públicos atingidos pela paralisação” e que o Sintrasem se abstenha “de tumultuar o regular desenvolvimento do serviço público municipal, além de constranger servidores ou empregados que não aderiram à greve”.