A cidade está prestes a tornar a mobilidade urbana mais eficaz no seu bairro mais populoso – o Trinta Réis. Terra de 14 mil moradores, Nova Trento é considerada capital catarinense do turismo religioso. A agricultura é uma das principais atividades econômicas, com destaque para o cultivo de milho, fumo, feijão e uva – o vinho colonial neotrentino vem conquistando o coração e o paladar de visitantes da região. Só que da malha viária municipal, dos 725 km de vias existentes, apenas 45 km são pavimentadas.
A rua Alferes, no bairro Trinta Réis, vai ganhar asfalto e revitalização graças ao financiamento do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul. Ao todo o projeto inclui 3,7 km de asfalto, 5 km de tubulação de esgoto e passeio para pedestres. A novidade está relacionada com o incentivo ao crescimento: para a engrenagem da cadeia econômica e turística funcionar com fluidez e conforto, as estradas significam conexões que trazem eficiência e segurança aos agentes produtivos.
Igreja Matriz São Virgílio, no Centro de Nova Trento – Foto: Marcelo FebleO chefe do executivo municipal de Nova Trento, Tiago Dalsasso, conta que conheceu a linha de crédito do BRDE em uma viagem à Brasília: “na visita junto ao MDR, o Ministério do Desenvolvimento Regional, nós solicitamos recursos para realização da obra. Foi aí que nos apresentaram o financiamento pelo banco, que viabilizaria a pavimentação”.
O prefeito recorda que foi preciso organização para conseguir a aprovação do crédito. Entre o primeiro passo e o último (a assinatura do contrato) houve um enorme trabalho de cooperação entre administração municipal e gerência do Banco Regional. Júlio Oliveira, gerente-adjunto de operações, também que há uma relação para além do trâmite financeiro: “construímos confiança com nossos clientes, um processo que exige mais proximidade”.
O presidente do BRDE, João Paulo Kleinübing, reforça que a missão do banco “é apoiar o setor privado, mas também o setor público. Cada vez mais, vamos aprimorar nossos próprios processos e serviços, criar conexões e assumir compromissos com esse futuro comum que todos desejamos para o planeta, as organizações e as pessoas”, destaca Kleinübing.
Na gestão que assumiu a instituição no ano de 2023 também está Mauro Mariani, diretor do BRDE. Ao lado de Kleinübing e de toda a equipe, o diretor antecipou que um dos focos é fazer a instituição alcançar de forma mais personalizada e regional as necessidades de cada parte do sul do Brasil. “Dessa forma conseguimos atingir mais áreas da economia”, argumentou Mariani. O projeto de asfalto destinado aos nova-trentinos está inserido dentro da categoria de iniciativas para o setor público.
Entre os setores atendidos pelo BRDE, a Infraestrutura representa quase 27% do total realizado em operações até o momento. A Indústria chega a cerca de 28%. Já o setor de Comércio e Serviços fica na casa dos 27%. Agropecuária, em torno de 18%. Áreas que são motores da economia catarinense.
Para o gerente de desenvolvimento do BRDE, Olavo Gavioli, o sucesso da instituição também é resultado da alta capilaridade: “atendemos desde o pequeno produtor até indústrias, seja nas esferas públicas ou privadas”.
Revitalização deve ser entregue no início de 2024 – Foto: Foto Marcelo FebleSegundo a secretaria de obras do município, a pavimentação também vai garantir geração de emprego e oportunidade aos moradores: “num futuro próximo é um bairro que vai ter bastante loteamento, novas empresas. Estávamos carentes de asfalto”, explica o secretário da pasta Ricardo Bittencourt.
Moradores de Nova Trento defendem que essa foi uma das maiores conquistas dos últimos anos para a cidade, que precisavam desse olhar do poder público, e reforçam: o que traz progresso e desenvolvimento também são boas estradas.
O BRDE fechou o primeiro semestre de 2023 com R$ 2,1 bilhões em operações para novos investimentos. Os programas vão muito além da infraestrutura e da gestão pública. Entre as linhas de financiamento e suas extensões é possível encontrar uma série de iniciativas, como por exemplo:
- Meu microcrédito: Para microempreendedores formais e informais, como a profissionais autônomos, microempreendedores individuais e pessoas jurídicas empreendedoras de atividade produtiva de micro e pequeno porte;
- Mais energia sustentável: Empreendimentos de geração e transmissão de energia limpa e renovável, e também aos projetos que possibilitem a minimização do consumo de energia no ambiente produtivo ou comercial;
- Mais inovação: Fortalecimento das parcerias e atuação de forma articulada e conjunta com entes públicos e privados responsáveis pela promoção do desenvolvimento científico, tecnológico e educacional;
- Mais turismo: Apoio aos empreendimentos dos prestadores de serviços reconhecidos pelo Ministério do Turismo como de interesse turístico;
- Empreendedoras do Sul: direcionado a empresas de diferentes portes que tenham ao menos 40% do seu capital social de sócias mulheres;
- Jovem empreendedor: Libera linhas de crédito a juros mais baixos para fomentar a geração de empregos e ampliar negócios criados por jovens de 18 a 29 anos.
O gerente de desenvolvimento do BRDE Olavo Gavioli traz detalhes sobre a diversidade do público alvo e a amplitude de possibilidades que a instituição oferece. Ele explica que sempre que um cliente seja pessoa física ou jurídica quer comprar maquinário, expandir sua indústria, implantar uma nova, abrir uma filial, ou uma empresa de tecnologia desenvolver um software, um produtor rural comprar um implemento, uma indústria de alimentos fazer uma expansão, o banco tem capacidade de financiar esses projetos.
Serviços do BRDE também estão presentes via cooperativas parcerias nas demais regiões do estado – Foto: Foto Marcelo FebleO pano de fundo entre todas as possibilidades é promover o desenvolvimento com base no fortalecimento de pessoas e negócios. Seja no setor público ou privado quem ganha é a sociedade catarinense. No caso específico de Nova Trento, além de moradores, todos que passam pela região dos Vales do Tijucas, Itajaí Mirim, e o estado de Santa Catarina.