‘Criar novos centros’: prefeito de Florianópolis prevê soluções para crescimento populacional

De pouco mais de 420 mil moradores em 2010, a Capital catarinense ultrapassou 537 mil pessoas em 2022

Redação ND Florianópolis

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Com 115,9 mil moradores a mais do que no último Censo Demográfico, Florianópolis é o município que mais cresceu no Sul do país, segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2022. Na avaliação do prefeito, Topázio Neto (PSD), é preciso criar novos centros nos bairros.

Criar centros nos bairros é uma proposta para lidar com crescimento populacional, avalia prefeito Topázio Neto – Foto: Leo Munhoz/NDCriar centros nos bairros é uma proposta para lidar com crescimento populacional, avalia prefeito Topázio Neto – Foto: Leo Munhoz/ND

“Nós temos que fazer do Norte da Ilha um centro, que tudo se resolva lá, do Sul a mesma coisa, porque nós não podemos depender mais tudo do Centro da cidade. Se todos tiverem que sair do Centro da cidade para resolverem suas coisas, a mobilidade não vai dar conta”, aponta.

De pouco mais de 420 mil moradores em 2010, a Capital catarinense ultrapassou 537 mil pessoas em 2022, de acordo com dados do Censo.

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Além disso, com o aumento da população, outro ponto que o chefe do Executivo defende é reforçar as estruturas de saúde e educação. “A prefeitura trabalha muito, mas no fim do dia o que nos interessa é que as pessoas tenham perspectiva de vida, futuro para os seus filhos, futuro de emprego e renda.”

O engenheiro civil e membro do Conselho da Cidade de Florianópolis,  Flávio Schäfer, afirma que a solução se espelha em países desenvolvidos.

“Se a gente for analisar, o que a gente tem em Florianópolis é que basicamente todos os serviços estão concentrados no Centro da cidade. Esse fluxo de veículos aí é bem representativo, acredito que com essa mudança para poder colocar esses equipamentos nos bairros, a gente teria uma redução importante nesse fluxo, inclusive até a curto e médio prazo”, avalia Schäfer.

Além disso, ele afirma que o uso da tecnologia é uma importante aliada para diminuir a necessidade de movimentações dos moradores pela cidade. Como pontos positivos da descentralização, ele também aponta a redução de  deslocamentos, os custos e a poluição.

Domicílios de uso ocasional

Os domicílios de uso ocasional chegam 36,6 mil unidades, o que representa 12,9%. O índice da Capital reflete uma realidade turística que coloca o Estado com o maior percentural de domicílios de uso ocasional do país. Em relação a 2010, o número de domicílios ocasionais aumentou  , 21,8% em Santa Catarina, totalizando 358,6 mil unidades.

O prefeito reforça que, segundo a plataforma Airbnb, Florianópolis é cidade mais procurada no país e a terceira mais procurada no mundo para alugar um imóvel por um curto período de tempo.

“Isso não mostra só o nosso potencial para atrair turistas. As pessoas querem nos conhecer, esse números se refletem no Censo”, reiteta Topázio.

Aumento de população na Grande Florianópolis

A Grande Florianópolis alcançou o maior crescimento do Estado, de 33,5%, com 332,8 mil a mais, somando 1,32 milhão de pessoas.

Já o Norte Catarinense variou 19,2% com 233 mil moradores a mais, totalizando 1,44 milhão. O Vale do Itajaí, a região mais populosa do Estado, obteve o segundo maior crescimento, 30,9%, com 466,4 mil pessoas a mais, 1,97 milhão no total.

Segundo o superintendente do IBGE, Roberto Kern Gomes, o crescimento de Florianópolis é explicado pelos bons índices de emprego e IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), por exemplo.

“Outras pesquisas da Pnad Contínua [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua] mostram a questão da renda e do emprego muito favoráveis para Florianópolis. A migração muito grande do Norte do país, sobretudo do Pará, do Amazonas, aqui para Santa Catarina e para o Litoral”, explica.

Já o crescimento da região poderá ser explicado com base nos dados qualitativos do Censo, que ainda serão divulgados.

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