Definido prazo para Celesc reestabelecer a energia em comunidade de São José

Parte do bairro é considerada ocupação irregular e ligações clandestinas fizeram com que transformador de energia queimasse três vezes

Redação ND Florianópolis

Receba as principais notícias no WhatsApp

Uma decisão judicial definiu que os moradores do loteamento Benjamin, em Forquilhinhas, em São José, devem ter restabelecidas as ligações provisórias de energia na região. A Celesc (Centrais Elétricas de Santa Catarina) tem 15 dias para fazer as instalações e fornecer a eletricidade aos moradores. Ligações clandestinas devem ser interrompidas.

Moradores da comunidade foram às ruas manifestar-se contra a falta de energia na sexta-feira (21) – Foto: Reprodução/InternetMoradores da comunidade foram às ruas manifestar-se contra a falta de energia na sexta-feira (21) – Foto: Reprodução/Internet

A Celesc informou que está ciente da decisão judicial e o projeto para construção de rede de distribuição na comunidade começou a ser elaborado. Atualmente a região é atendida por redes clandestinas conectadas a um transformador da distribuidora que fica em uma das extremidades do loteamento.

“A decisão judicial possibilita que, de forma legal, a distribuidora passe a fornecer energia para aproximadamente 400 casas”, afirmou através de nota enviada pela assessoria de imprensa. Segundo o prazo, as correções devem ser feitas durante os primeiros 15 dias de fevereiro.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

A Celesc alerta ainda que “o desvio de energia elétrica é uma prática que, além de ser ilícita, pode causar sérios danos em uma instalação elétrica e acidentes de grandes dimensões”.

Problemas no fornecimento

As falhas na ligação elétrica começaram a aparecer no dia 17 de janeiro, acompanhando o período de calor intenso em Santa Catarina. Com a ampliação do uso e as ligações irregulares no sistema de energia, houve sobrecarga em um transformador e o equipamento queimou. Manutenções foram feitas,  mas o sistema de abastecimento elétrico voltou a desarmar outras duas vezes.

Transformador não aguentou aumento do consumo de energia e pegou fogo – Vídeo: Reprodução/Internet

Os moradores do bairro – que é parcialmente irregular, por estar em APP (Área de Proteção Ambiental) – ficaram sem energia elétrica. A Celesc realizou algumas manutenções mas afirmou, na semana passada, que não tinha autorização para ampliar o fornecimento na área ocupada.

“Não se desconhece a clandestinidade das ligações, tampouco pretende-se, com o deferimento do pleito recursal de urgência, a sua manutenção. A negativa, entretanto, apenas fará com que as famílias afetadas busquem outras formas irregulares para obtenção do acesso ao serviço”, reforçou a decisão judicial assinada pelo desembargador Vilson Fontana.

No local há cerca de 400 residências que dependem do fornecimento de energia elétrica. Nas casas, idosos, crianças e adultos fazem uso diário de equipamentos elétricos, que chegaram a queimar durante as diversas quedas de energia. Moradores foram às ruas reivindicar o direito à energia.

Área ocupada

A decisão ressalta que não está descartada a questão ambiental, mas o “princípio de dignidade humana ganha destaque. As regularizações das áreas ocupadas ficam condicionadas às alternativas de habitação, que devem ser apresentadas pelo Município de São José.”

Em nota, a Prefeitura de São José se manifestou sobre o uso daqueles territórios. “A área é de preservação ambiental e foi ocupada de forma irregular pelas pessoas que estão lá sem autorização do Município. Por isso o Ministério Público ajuizou a ação Civil Pública contra o Município, pedindo providências para recuperar o local”, posicionou-se a Prefeitura.

Tópicos relacionados