O final de semana chuvoso colaborou para o distanciamento social, especialmente no domingo (6) quando a precipitação foi persistente e deixou as ruas vazias. Por outro lado, a chuva provocou o alagamento de ruas em Florianópolis, São José e Palhoça. Até o início da noite, a Defesa Civil da Capital e a de Palhoça não havia registrado nenhuma chamada de emergência. Em São José, a Defesa Civil Municipal atendeu o deslizamento parcial de uma casa no Bairro Ipiranga.
Imóvel foi parcialmente interditado. Ninguém se feriu – Foto: Divulgação/Defesa Civil de São José/NDDe acordo com o diretor da Defesa Civil de São José, Telson Nascimento, a ocorrência foi registrada por volta das 10h de domingo. Um trecho da Rua Joaquim Vieira Padilha, onde está localizada a residência, cedeu e atingiu parte de uma sala. “O que houve foi o escorregamento de massa, então a casa e a via pública foram parcialmente interditadas”, explica Nascimento.
O telhado do cômodo, que fica no mesmo nível da rua, caiu com o deslizamento de parte da rua. Conforme o diretor, ninguém ficou ferido, a família passa bem e continua na casa, que não corre risco em sua estrutura. “A família não precisou ir para abrigo porque a casa continua habitável, somente o cômodo atingido foi interditado”, afirma Telson Nascimento.
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No Rio Vermelho, além do alagamento, moradores convivem com lixo acumulado devido greve da Comcap – Foto: Anderson Coelho/NDRuas alagadas na Capital
Na Capital, pontos de alagamento já conhecidos, como a SC-401, voltaram a formar grandes poças devido o dia de chuva. Na Servidão Odete Maria Pereira, também no Rio Tavares, os moradores viram a água invadir a via pública.
No Rio Vermelho, algumas vias também ficaram alagadas na tarde de domingo. Na Servidão Tropicana, a dona de casa Juliana Cambraia estava aflita com receio de ter a casa invadida pela água que se acumulava em frente ao portão. Ela mora no local há 12 anos e diz que a situação é rotineira.
Para amenizar o problema, o marido dela fez uma calçada mais alta para evitar que o alagamento invada o seu imóvel. A Servidão Tropicana estava em obras de revitalização que, segundo Juliana, foram suspensas há cerca de cinco meses.
Também no Rio Vermelho, mas na Servidão Fabriciano Souza Ávila, a aposentada Sônia Guidini convive com o medo de ter a casa tomada pela água da chuva que ocupa a via sempre que a precipitação é mais volumosa, como a de domingo. Sônia conta que às vezes a água chega à porta da casa mesmo com o passeio elevado. Em pior situação ficam os moradores do final da servidão onde há um declive.
Chove até quarta
A previsão é de que o tempo instável, com nuvens carregadas e chuva, persista até quarta-feira na Grande Florianópolis. De acordo com a Epagri/Ciram, está em atuação um sistema de alta pressão no litoral do Rio Grande do Sul e Uruguai, que causa circulação marítima e áreas de instabilidade em Santa Catarina.
Para terça-feira (8), é esperada pancadas de chuva isoladas e passageiras com trovoadas em todo o litoral catarinense. Na quarta-feira, a previsão é de um dia com muitas nuvens e com pancadas de chuva isoladas e passageiras no final partir da tarde. No domingo (13), a entrada de uma frente fria no Estado provocará chuva na maioria das regiões.