Draga que irá aprofundar canal de praia começa a operar em SC

Vinda da Bélgica, draga deve retirar 1,6 milhão de metros cúbicos de sendimentos da Baía Babitonga

Foto de Mariana Costa

Mariana Costa Joinville

Receba as principais notícias no WhatsApp

Nomeada em homenagem ao “pai da astronomia observacional”, a draga Galileu Galilei é a responsável pela super obra que iniciou nessa segunda-feira (4), em São Francisco do Sul. O equipamento belgo é famoso pela obra de alargamento da praia Central de Balneário Camboriú, em 2021.

Draga Galileu GalileiDraga que irá aprofundar canal da Baia Babitonga começa a operar em SC – Foto: PSFS/Reprodução/ND

Na praia do Litoral Norte catarinense, a draga será responsável por retirar 1,6 milhão de metros cúbicos de sendimentos na Baía Babitonga. A obra é necessária para restabelecer a profundidade mínima de 14 metros em todo o canal de acesso ao Complexo Portuário.

A dragagem será realizada ao longo de todo o canal, cerca de 17 km do canal interno e 5 km do canal externo. O volume de sedimentos removidos será colocado em uma área em alto mar, determinada pelos órgãos ambientais, a 23 km do Porto de São Francisco do Sul.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

O valor da obra é de R$ 37 milhões, custeados com recursos próprios da autoridade portuária, e a previsão é que o trabalho demore entre 30 e 40 dias.

Para o presidente do Porto, Cleverton Vieira, a obra demonstra o constante investimento do Terminal na melhoria da infraestrutura, atendendo a uma importante reivindicação da comunidade portuária. “A dragagem proporciona maior segurança na navegação, agilizando a entrada e saída das embarcações na Baía da Babitonga.”

Como funciona a dragagem

O ciclo de dragagem é composto por várias etapas: dragagem e carregamento de sedimentos na cisterna; navegação até a área de descarte (cisterna cheia); despejo dos sedimentos na área de despejo (bota-fora); retorno à área de dragagem (cisterna vazia); e reinício da operação de dragagem.

Na prática, tubos de sucção são posicionados no fundo do mar, onde um sistema de bombas potentes suga os sedimentos, transferindo-os para a cisterna da draga Galileo Galilei.

Após o carregamento, a draga navega até a área de despejo dos sedimentos, chamada “bota-fora”, onde ocorre o descarregamento, depositando o material no fundo do mar.

Veja onde vai acontecer a dragagem

Retirada dos sedimentos será realizada ao longo de todo o canal de acesso ao Complexo Portuário, cerca de 17 km do canal interno e 5 km do canal externo – Foto: PSFS/Reprodução/NDRetirada dos sedimentos será realizada ao longo de todo o canal de acesso ao Complexo Portuário, cerca de 17 km do canal interno e 5 km do canal externo – Foto: PSFS/Reprodução/ND

Curiosidades sobre a draga

A draga da empresa Jan de Nul do Brasil é uma das mais modernas do mundo: tem 166 metros de comprimento e capacidade de carregamento de 18 mil metros cúbicos, equivalente a 1.800 caminhões trucados.

Trata-se de uma draga autotransportadora de sucção e arrasto, também conhecida como draga Hopper, que conta com acomodação para 32 tripulantes.

A draga, que foi construída em 2020, tem capacidade de 18 mil metros cúbicos de areia em sua cisterna.

Tópicos relacionados