Dragagem do canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes evitou enchente maior; entenda

Atualmente existem duas embarcações que realizam a dragagem do canal em Itajaí; uma nova draga deve chegar à cidade em novembro

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Redação ND Itajaí

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O processo de dragagem realizado no canal de acesso aos portos de Itajaí e de Navegantes, no Litoral Norte catarinense, é fundamental para reduzir os impactos das inundações na cidade, além de garantir a entrada e saída de navios maiores. A informação é da prefeitura de Itajaí.

Conforme o Executivo, são investidos mensalmente cerca de R$ 6 milhões na dragagem do canal, que é a escavação e retirada de sedimentos como terra, areia, rochas e lixo do fundo dos rios, portos e oceanos.

Nesta semana, a draga NJORD, de injeção de água, atua no canal para eliminar esses sedimentos que ficam acumulados no fundo do rio.

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Uma nova draga deve chegar a Itajaí no início de novembro para auxiliar na dragagem – Foto: Secom Itajaí/Reprodução/NDUma nova draga deve chegar a Itajaí no início de novembro para auxiliar na dragagem – Foto: Secom Itajaí/Reprodução/ND

De acordo com informações da prefeitura, o canal atualmente tem uma média de 190 metros de largura por cerca de 14 metros de profundidade. Já em 2008, quando a cidade foi atingida por uma grande enchente, a largura era de 150 metros e a profundidade inferior a 10 metros.

Ainda segundos informações da SPI (Superintendência do Porto de Itajaí), duas modalidades de dragagem ocorrem no canal de acesso no rio Itajaí-Açu:

  • Draga NJORD – injeta potentes jatos de água no fundo do rio para que os sedimentos sejam eliminados com a correnteza
  • Draga Lelystadde – atua na succção, carregando os sedimentos do fundo do rio e deposita em alto mar

O superintendente do Porto de Itajaí, Fábio da Veiga, comenta que o serviço tem garantido uma maior vazão da água das chuvas que descem do Vale do Itajaí. Ele ressaltou que na última cheia foi registrada maior vazão histórica do canal.

A vazão normal do rio fica na faixa de 250 m³ a 300 m³ por segundo. Já na noite de quinta (12) para sexta-feira (13), a vazão atingiu 3,3 mil m³ por segundo. Na tarde de sexta, a vazão se manteve na faixa de 3 mil m³/seg, o que também contribuiu para o escoamento das águas.

Retirada de sedimentos, conhecida como dragagem, é essencial para garantir escoamento da água – Foto: Secom Itajaí/Reprodução/NDRetirada de sedimentos, conhecida como dragagem, é essencial para garantir escoamento da água – Foto: Secom Itajaí/Reprodução/ND

Além disso, Veiga destacou que a Bacia de Evolução (área para manobra de navios com mais de 350 metros de comprimento), o deslocamento de parte do molhe de Navegantes e o consequente aumento da boca da barra também contribuíram para minimizar as cheias do rio Itajaí-Açu.

A Bacia de Evolução é um projeto recente, concluído em 2019, que contou com investimentos de R$ 40 milhões por parte de Itajaí.

Nova draga deve auxiliar dragagem em novembro

No início de novembro, uma nova draga autotransportadora (Hopper), a HAM 316, deve chegar a Itajaí para a recuperação da profundidade do canal de acesso aos terminais portuários após o período de chuvas e assoreamento do rio.

A Ham 316 remove os sedimentos depositados no fundo do canal, carrega os mesmos em uma cisterna e deposita em um ponto indicado pelas autoridades ambientais.

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