Enchente mais longa da história faz município do Planalto Norte de SC estudar soluções

Enchente assola município do Planalto Norte há 40 dias e a construção de um dique é discutida para impedir avanço de rio

Foto de Lincoln Pradal

Lincoln Pradal Joinville

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A cidade de Porto União, no Planalto Norte de Santa Catarina, está a 40 dias enfrentando a enchente mais longa de sua história, que deixou centenas de famílias desabrigadas. Na busca por soluções, o município estuda medidas para prevenir novas inundações.

Enchente ainda causa transtornos na cidadeCentenas de famílias seguem desabrigadas por conta da enchente – Foto: Prefeitura de Porto União/Reprodução/ND

Uma das soluções, segundo a prefeitura de Porto União, seria a construção de um dique, com sistema de bombeamento de água, para impedir o avanço do rio Iguaçu sobre a cidade.

A proposta foi apresentada ao governador Jorginho Mello no último domingo (12), durante visita à região. Uma comitiva do município esteve com o governador em uma empresa da cidade que instalou um dique, e poderia servir de modelo para a obra.

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Município e Estado buscam soluções para enchenteGovernador esteve no município e visitou empresa que instalou dique para impedir avanço da enchente – Foto: Prefeitura de Porto União/Reprodução/ND

De acordo com o município, a extensão do projeto seria de aproximadamente 4 km, e o dique circundaria toda a cidade, beirando o rio Iguaçu e impedindo que a enchente atingisse a área urbana.

Uma análise técnica deverá ser realizada pelo governo do Estado para verificar a viabilidade do projeto ser executado, com estudos financeiros e de impactos ambientais.

Outra proposta avaliada pelo poder público é o alargamento das margens do rio Iguaçu em duas curvas, o que ajudaria a diminuir o nível da água. Esta obra, porém, envolveria uma negociação com o governo do Paraná, já que teria de ser executada no município vizinho, União da Vitória (PR).

Centenas de pessoas seguem fora de casa por conta de enchente

Porto União ainda tem pessoas alojadas em abrigos municipais, aguardando a melhoria das condições climáticas para retornarem às suas casas.

De acordo com o município, 150 pessoas seguem alojadas pela prefeitura, mas também há famílias em casas de parentes e amigos, somando 300 pessoas, aproximadamente.

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