A prefeitura de Brusque realizou nesta quinta-feira (22) uma coletiva de imprensa para falar sobre a queda da cabeceira da ponte João Libério Benvenutti, conhecida como ponte Santos Dumont.
O acidente aconteceu na noite desta quarta-feira (21) e mobilizou Corpo de Bombeiros e Defesa Civil. Três carros foram engolidos pelo buraco no momento em que a estrutura cedeu. Por sorte, as vítimas foram retiradas do local sem ferimentos graves.
Engenheiro esclarece escavação polêmica em cabeceira de ponte que cedeu em Brusque – Foto: Divulgação/Prefeitura de BrusqueO engenheiro responsável pela obra, Christian Fuchs, falou sobre as imagens polêmicas que circularam nas redes sociais após a queda da estrutura. Vídeos gravados no início desta semana mostram trabalhadores escavando próximo a base de sustentação da cabeceira.
SeguirFuchs explicou que o objetivo era construir um muro de proteção contra cheias ou deslizamentos. Ainda segundo o engenheiro, a escavação foi realizada por necessidade, mas com cuidado para não acarretar problemas à estrutura.
“A nossa necessidade era chegar a 20 ou 30 centímetros abaixo do bloco para que a gente pudesse construir esse muro de proteção, nada mais do que isso”, explica. Ainda segundo o engenheiro, técnicos da prefeitura teriam autorizado a escavação.
Fuchs ainda se defendeu: “Nesses 22 anos de trabalho foi o maior infortúnio que eu vi, principalmente com uma queda de cabeceira de ponte. Nenhuma das empresas tem histórico ou qualquer problema como o que ocorreu.”, garantiu.
Falta de estacas de apoio pode ter causado colapso
Um engenheiro especialista em pontes será contratado para elaborar o laudo técnico que deve apontar a causa do colapso da estrutura e planejar a reconstrução da ponte.
“Estamos estudando e fazendo levantamentos para determinar a forma mais segura de se desmontar aquela estrutura para evitar consequências piores”, explicou o engenheiro Christian Fuchs.
Há suspeita de que a base de sustentação da cabeceira não tenha quantidade de estacas de apoio indicadas no projeto original da ponte, ou seja, a empresa que construiu a ponte pode não ter usado o número de estacas previstas.
Cabeceira de ponte cede e carros são engolidos em Brusque – Foto: Divulgação/Redes SociaisNo entanto, a confirmação da causa só poderá ser apontada após a elaboração do laudo técnico.
Prefeito promete transparência na apuração do caso
O prefeito de Brusque, Ari Vequi, também esteve na coletiva. Ele garantiu que a apuração do acidente e as soluções serão técnicas.
“Não vamos de maneira nenhuma interferir em qualquer decisão. A Beira-Rio foi feita dentro do projeto aprovado com recursos do BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) e vamos continuar mantendo nesta mesma linha, com transparência, tranquilidade, para que possamos finalizá-la.”, disse Vequi.
Ari Vequi durante balanço dos 100 dias de governo – Foto: Prefeitura de Brusque/DivulgaçãoO engenheiro Christian Fuchs também garantiu que o consórcio responsável pela obra, formado pelas empresas Pacopedra, Freedom e Setorsul, quer resolver a situação o mais rápido possível.
“Tivemos sim problemas, mas problemas que podem ser resolvidos e que são problemas materiais. A gente vai ter que resolver junto à prefeitura, com os técnicos, com o jurídico, com o prefeito e o vice.”, disse.