A Marinha do Brasil fez na sexta-feira (24) a cerimônia de batimento de quilha de uma das Fragatas da Classe Tamandaré que está sendo construída em Itajaí, Litoral Norte de Santa Catarina. A embarcação é construída em um estaleiro na Murta.
Cerimônia naval marca o início da construção propriamente dita da embarcação – Foto: Altamiro RosaO batimento de quilha é uma tradição naval, e marca a conclusão da base da embarcação e o início da construção da fragata propriamente. O batimento ocorre quando a quilha, a “espinha dorsal” da embarcação, é concluída, possibilitando a estruturação das demais partes.
Construção em blocos
As Fragatas Classe Tamandaré são construídas em blocos. No caso desta embarcação, o batimento de quilha foi caracterizado pelo posicionamento de um importante bloco estrutural.
SeguirEste módulo está agora onde a embarcação em si será construída. Ele pesa aproximadamente 52 toneladas e corresponde a uma das praças de máquinas do navio, onde serão instalados dois motores, engrenagem redutora e outros equipamentos auxiliares.
“Essas fragatas irão trazer maior poder naval ao país e irão contribuir de forma decisiva para cuidar da nossa soberania, além de ser um empreendimento que gera muitos empregos e desenvolvimento para Itajaí”, destaca o prefeito Volnei Morastoni (MDB).
Cerimônia de “batimento de quilha” marca a conclusão da base da embarcação e início da construção em si da fragata – Foto: Altamiro RosaA cerimônia tradicional ocorreu nas instalações da thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul e contou com a presença de autoridades, incluindo o comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Marcos Sampaio Olsen. O estaleiro de Itajaí fornecerá quatro fragatas de última geração, que reúnem o que há de mais avançado em tecnologia naval, inovação e capacidade robusta de combate.
A construção dos equipamentos em blocos faz com que seja possível instalar acessórios e fundações antecipadamente, além de facilitar a colocação de equipamentos a bordo e possibilitar trabalhos em diversos estágios de maneira segregada em cada unidade. O processo também aumenta a segurança dos colaboradores, por manter espaços abertos por mais tempo durante a construção.
“Essa primeira embarcação vai ser entregue em dezembro de 2025 e as outras três sucessivamente em 2026, 2027 e 2028. Dessa maneira, Itajaí se consolida no mercado da construção naval. Passando por todas as etapas: desde a carpintaria naval, até a construção de barcos de pesca, embarcações de lazer, plataformas offshore e agora construção naval militar de alta tecnologia”, destaca o secretário de Desenvolvimento Econômico de Itajaí, Thiago Morastoni.
‘Espinha dorsal’ de fragata da Marinha construída em Itajaí é concluída – Foto: thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul/Divulgação/NDPróximas etapas
O programa de construção da fragata já atingiu 34% da totalidade. Para as próximas etapas está prevista a edificação do bloco que forma a outra praça de máquinas, com o posicionamento dos equipamentos e motores no local. Na sequência, os blocos edificados completarão as estruturas centrais do navio.
Das mais de 50 unidades estruturais que compõem a construção da primeira Fragata Classe Tamandaré, cerca de um quarto está em processo de montagem estrutural na thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, e outras já estão cortadas e conformadas, com painéis e submontagens finalizadas.
Construção acontece no thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul, em Itajaí – Foto: thyssenkrupp Estaleiro Brasil Sul/Divulgação/NDConduzido desde 2017 pela Marinha do Brasil, executado pela Águas Azuis e gerenciado pela Emgepron (Empresa Gerencial de Projetos Navais), o Programa Fragatas Classe Tamandaré é o mais moderno e inovador projeto naval desenvolvido no país. Os investimentos para a construção dos quatro navios de guerra de alta complexidade tecnológica giram em torno de R$ 9 bilhões.