Quem precisa acessar os clubes de remo na entrada da Ilha, em Florianópolis, conhece a dificuldade para atravessar a via em frente a eles. Para um acidente acontecer, é questão de segundos e já aconteceu. Agora, uma nova faixa de pedestres no local promete mais segurança aos atletas
Emmanuel Buchele é remador profissional e sofreu um acidente tentando passar pelo local, quando vinha do Instituto Federal para treinar no Parque Náutico. “O carro não me viu. Também a luz não ajuda, pode pegar na cara do motorista. E teve esse pequeno acidente. Por sorte, eu consegui sair”, contou ele.
Assim se estende a situação há anos. Para gravar a reportagem acima, a equipe do Balanço Geral Florianópolis sentiu na pele a dificuldade. De um lado ou de outro, é um desafio cruzar a estrada.
Segundo o presidente do Conselho do Riachuelo, Antonio Farias Filho, “há um tempo que a gente sofre com essa falta de uma passarela, uma faixa de pedestre, uma sinaleira aqui para garantir a nossa segurança”.
A coordenadora de parcerias público privadas da Prefeitura de Florianópolis, Zena Becker, explicou que a colocação da faixa e do semáforo é uma medida emergencial a curto prazo.
“No projeto, já contempla uma passarela, mas isso é um projeto a longo prazo. O prefeito Topázio, percebendo a dificuldade que os jovens, crianças e inclusive os adultos de chegarem aqui [no Parque Náutico], decidiu colocar a curto prazo uma faixa de pedestre e um semáforo. Nós já estamos inclusive com alguns parceiros começando as negociações de uma parceria público-privada para que toda essa área fique revitalizada”, disse Zena.
O semáforo deve ter um temporizador, para ficar vermelho só quando alguém for passar. Conforme a coordenadora, “a ideia é que tenha temporizador porque existem muitas horas em que não tem ninguém aqui no parque. Então, não justifica o semáforo estar funcionando”.
A iniciativa é esperada com grande expectativa pela Federação Catarinense de Remo. Conforme o presidente da instituição, André Dutra, “no dia 21 de agosto acontece a terceira etapa do campeonato estadual e a ideia é que a gente já tenha essa faixa com sinaleira”.
Num segundo momento viria a tão esperada passarela, parte do projeto de revitalização do Parque Náutico. “O Floripa Sustentável em parceria com a Asbea (Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura) fez um projeto de revitalização de toda essa área, da praça, dos clubes, com o objetivo de fazer com que o esporte seja cada vez mais valorizado”, detalhou Zena.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis!