Após o rompimento de uma adutora da Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento) no Centro de Florianópolis, no último dia 25 de junho, a casa onde a professora Flávia Lourenço morava com a família foi invadida pela água. No mesmo dia, a estrutura foi interditada pela Defesa Civil municipal e desde então a família tenta se recuperar.
Residência próxima da adutora foi invadida pela água – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVO cômodo mais atingido foi o quarto de Flávia, que hoje guarda as memórias do dia do acidente. “Eu abri a porta e saí do lado da casa, já tinha um nível de água… Tipo, já era uma lagoa ali do lado de casa. Começamos a correria, meu pai abriu a porta da sala. Quando abriu a porta da sala já tinha uma enxurrada pelo lado da casa”, lembrou a professora.
Conforme o gerente de operações e assistência da Defesa Civil de Florianópolis, Alexandre Vieira, foi necessário “interditar a edificação, porque não tinha como [a família] seguir no local e também foi interditado o terreno onde fica o estacionamento”.
Pelos corredores da casa, ainda é possível encontrar o barro trazidos pela água. Os cinco integrantes da família estão morando temporariamente na casa de parentes desde o dia do rompimento.
A família calcula que o prejuízo causado pelo rompimento seja de cerca de R$ 100 mil, contando com os danos na infraestrutura da casa e também com móveis e eletrodomésticos e aguarda o ressarcimento pelos estragos.
“Hoje, nós estamos na casa da minha tia, da irmã da minha mãe, que cedeu o espaço para a gente. A gente pediu para eles [da Casan] também uma ajuda financeira porque essa casa tá gerando custos. A gente tem custos dessa casa, tem custos dessa residência, que é a gente que vai ter que arcar. Nesse sentido não foi feito nada, nem um adiantamento, nada. A gente só tá tratando as negociativas da casa, dos móveis , dos bens, da perda, que eles vão ressarcir”, contou Flávia.
A reportagem do Balanço Geral Florianópolis buscou respostas com a Casan. A companhia disse que já entregou uma proposta de indenização e apresentou valores com base nos materiais.
O laudo técnico feito pelo engenheiro responsável garante que a edificação não apresenta problemas estruturais que possam trazer risco de colapso. Situação que é reforçada pela Defesa Civil da cidade.
“A casa encontra-se habitável. Hoje, tá uma edificação estável. O muro foi reconstruído. A gente vai até solicitar esse laudo do engenheiro, que eles não entregaram ainda, para liberar de fato essa edificação”, explicou Vieira.
Enquanto o pagamento não é feito, a família espera definições para voltar para a residência. Lugar que foi conquistado com muito suor e dedicação.
“Tudo que a gente conseguiu, a gente conseguiu com esforço, sacrifício, mas tá muito difícil de tá enfrentando essa barra. Não sei como é que vai terminar. Eu, o meu marido e a minha filha, psicologicamente nós estamos muito abalados”, desabafou Joana Pereira Lourenço, que também morava na casa.
Relembre o acidente na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.