A primeira reunião visando traçar estratégias de enfrentamento e prevenção de desastres naturais em áreas de risco de Florianópolis aconteceu nesta quinta-feira (16). Convocado pelo MPSC (Ministério Público de Santa Catarina), o encontro contou com representantes dos diferentes órgãos do Estado e Município e demais responsáveis pelas esferas social, ambiental e de segurança pública.
Justiça discute ações para traçar estratégias de prevenção a desastres naturais – Foto: Sargento Ewerton/CBMSC/Divulgação/NDA reunião teve como objetivo iniciar ações integradas entre os diferentes órgãos e traçar estratégias de prevenção a desastres naturais que possam atingir as populações mais vulneráveis em áreas de risco na Capital.
“Nós queremos prevenir o que aconteceu recentemente no litoral de São Paulo, também no Rio de janeiro e, agora, em Minas Gerais”, explica o Promotor de Justiça Daniel Paladino.
SeguirConforme o repórter Paulo César, da NDTV, também presente na reunião, os trabalhos envolvem a necessidade de atualizar o documento que mapeia essas áreas de vulnerabilidade, alterado pela última vez em 2014, há quase 10 anos.
A proposta visa criar um grupo de trabalho permanente para avaliar as áreas de risco e evitar que elas se propaguem. “Foram citados casos no Norte da Ilha, em Vila União, Papaquara e Lajota”, informou o jornalista.
Durante a reunião, o promotor informou ainda que há pouco tempo, em Lajota, haviam 15 famílias e hoje são mais de 200.
“O promotor visitou a região há duas semanas com a Polícia Militar e conversou com os moradores. Ele disse que muitos são imigrantes e pedem a regularização de documentos”, relatou César. Conforme o repórter, outra problemática analisada e apresentada pelo órgão foi o esgoto a céu aberto e a falta de infraestrutura na região.
Deslizamento de terra leva telhado de residência em Florianópolis – Foto: PMF/Divulgação/NDPaladino complementa com a necessidade, não apenas de conter riscos, mas de pensar em programas habitacionais para realocar as pessoas para “áreas mais seguras, com a infraestrutura adequada e atendidas pelo poder público”.
Além disso, foram apresentados alguns exemplos de cenários de redução, de situações críticas e ocorrências, como na comunidade do Maciço Morro da Cruz.
A reunião contou com a presença do prefeito de Florianópolis, secretários municipais, representantes da Casan, Celesc, Defesa Civil e demais responsáveis pelas esferas social, ambiental e de segurança pública. Também participam a Câmara de Vereadores, Policias Militar e Civil, a CDL (Câmara dos Dirigentes Lojistas) e os Conselhos de Segurança da Capital.