Apenas em 2022, até o último dia 17, foram confirmados 4.238 casos da doença na Capital desde o início do ano – Foto: Michael/NDO aumento da temperatura e da incidência de chuvas em Florianópolis acende o alerta para o risco de disseminação de focos do Aedes Aegypti, o mosquito transmissor da dengue, já que estas condições favorecem a proliferação das larvas. Em Florianópolis, a prefeitura já se antecipa à chegada do verão e intensifica o trabalho de fiscalização e prevenção à doença.
Apenas em 2022, até o último dia 17, foram confirmados 4.238 casos da doença na Capital desde o início do ano, apontam dados da Gerência de Vigilância Epidemiológica do município. Destes, 4.127 casos são autóctones e 111 são importados e de locais indeterminados.
O bairro Itacorubi é o mais afetado, com 559 casos de dengue, seguido pela Agronômica (393) e Centro (304). No mesmo período, 130 pacientes foram internados em decorrência da enfermidade e três pessoas morreram, residentes dos bairros Barra da Lagoa, Tapera e Centro.
Neste mês de outubro, explica Manu Miranda, gerente do Centro de Controle de Zoonoses da prefeitura, os agentes de combate às endemias realizam ações de controle e prevenção para impedir a proliferação do Aedes aegypti em diferentes bairros da cidade.
No Norte da ilha, as equipes percorrem o bairro Vargem Grande. Na região Sul da Ilha, os bairros Tapera, Campeche e Rio Tavares e, no Continente, os bairros Balneário e Jardim Atlântico.
Os agentes de combate às endemias realizam ações de controle e prevenção para impedir a proliferação do Aedes aegypti em diferentes bairros da cidade – Foto: DivulgaçãoPara mais informações sobre o trabalho do Programa de Controle do Aedes aegypti, contate o Centro de Controle de Zoonoses por meio do número (48) 3338-9004, ou acesse o Instagram
“Além das ações de mutirão nos bairros mencionados, os agentes estão realizando nos demais bairros da capital ações de bloqueio de transmissão, monitoramento de pontos de estratégicos, armadilhas e estações disseminadoras de larvicidas e no atendimento de denúncias”, explica Manu.
A gerente ressalta ainda a importância da colaboração da comunidade para o êxito desse trabalho em campo do órgão. “Contamos com o apoio da população para essas ações. Orientamos para que todos os moradores realizem uma inspeção semanal em seus imóveis, tanto nos ambientes externos quanto nos internos. E, assim, possam remover qualquer depósito que esteja acumulando água ou que possa vir a acumular e favorecer a proliferação do mosquito”, explica ela.
Com apenas uma ação semanal, é possível interromper o ciclo de vida do Aedes Aegypti
Ela alerta ainda que também é fundamental que a população receba em suas residências os agentes de endemias. “Desta forma, as equipes poderão realizar a inspeção dos imóveis e repassar informações importantes sobre as formas controle e prevenção do Aedes aegypti”, acrescenta Manu.
Desde abril deste ano, por meio do decreto 23.790, o município declarou situação de emergência em saúde pública e epidemia de dengue.
Desde abril deste ano, por meio do decreto 23.790, o município declarou situação de emergência em saúde pública e epidemia de dengue – Foto: DivulgaçãoMedidas de prevenção e combate ao Aedes Aegypti
- Manter bem tampado tonéis, caixas e barris de água;
- Escovar semanalmente paredes de tanques utilizados para armazenar água;
- Manter caixas d’água bem fechadas;
- Manter calhas limpas;
- Não deixar água acumulada sobre a laje;
- Encher pratinhos de vasos com areia até a borda ou lavá-los uma vez por semana;
- Trocar água dos vasos e plantas aquáticas uma vez por semana;
- Colocar lixos em sacos plásticos em lixeiras fechadas;
- Fechar bem os sacos de lixo e não deixar ao alcance de animais;
- Manter garrafas de vidro e latinhas de boca para baixo; Acondicionar pneus em locais cobertos; Fazer manutenção de piscinas;
- Tampar ralos;
- Colocar areia ou cimento nos cacos de vidro de muros;
- Evitar cultivar em área urbana, plantas que acumulam água; Vasos sanitários externos e de ambientes pouco usados devem ser tampados e verificados semanalmente;
- Limpar sempre a bandeja do ar condicionado;
- Lonas para cobrir materiais de construção devem estar sempre bem esticadas para não acumular água.
Conforme determina a Lei Municipal nº 10.199, de 27 de março de 2017, a Prefeitura Municipal de Florianópolis informa que a produção deste conteúdo não teve custo, e sua veiculação custou R$ 2.000,00 reais neste portal.