A implantação da terceira faixa permitiu maior fluidez e redução de acidentes de trânsito – Foto: Arteris Litoral Sul/DivulgaçãoNo período de um ano e três meses, desde que foi implantada a terceira faixa em cerca de 16 km na pista Sul da BR-101 em Santa Catarina, entre Palhoça e São José, em dezembro de 2021, até agosto de 2022, o número de acidentes registrados pela Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pelas obras do Contorno Viário da Grande Florianópolis, diminuiu 40%.
Em relação às colisões laterais, essa redução chega a 53%. Os engavetamentos, ocorrências registradas frequentemente naquele trecho, principalmente antes das obras da terceira faixa, caíram quase pela metade, 42%, apontam dados da empresa. O número de vítimas fatais em ocorrências, no mesmo trecho, também teve redução de até 30%, no mesmo intervalo de tempo.
“Tanto no sentido Norte quanto Sul, transformamos o acostamento em terceira faixa, gerando melhor distribuição do tráfego. Antes, o tempo de travessia era muito intenso e o fluxo engarrafado. Agora, há uma queda importante de acidentes e fatalidades e redução substancial das filas, pois um acidente congestiona ainda mais o trânsito”, ressalta José Júnior, gerente de Operações da Arteris Litoral Sul.
Ele lembra que antes da conclusão dos serviços, estes pontos da BR-101 estavam no topo do ranking de trechos mais críticos, com maior número de acidentes, entre as rodovias nacionais. Após a ampliação da capacidade das vias na região, com a terceira faixa, nenhum deles voltou a ficar entre as primeiras posições nesta lista.“A própria implantação do LED em alguns pontos da rodovia melhorou muito essa travessia de madrugada, o que também contribuiu para esse cenário favorável”, ressalta Junior.
Obras realizadas em 12 meses
Desde que foi implantada a terceira faixa em cerca de 16 km na pista Sul da BR-101 em Santa Catarina, entre Palhoça e São José, o número de acidentes registrados pela Arteris Litoral Sul diminuiu 40% – Foto: Arteris Litoral Sul/DivulgaçãoEm 2015, a Arteris Litoral Sul transformou todo o acostamento do trecho da BR-101 sentido Sul, também entre Palhoça e São José, em terceira faixa, o que possibilitou que os motoristas tenham três pistas para trafegar nos dois sentidos. No Norte, a obra foi entregue pela concessionária em 17 de dezembro de 2021. Os trabalhos tiveram duração de dez meses – com investimento de R$ 53,2 milhões – para implantação da ampliação da rodovia em trecho de 15,6 km de extensão, do km 216 ao km 200,4. Ao todo, cerca de 200 trabalhadores atuaram, no período de um ano, nas atividades de pavimentação, sinalização, instalação de barreiras de proteção e readequação de 23 acessos – para entrada e saída entre a rodovia e a via marginal. As alças foram projetadas para garantir a execução de manobras seguras de aceleração e desaceleração.
Outro ponto de destaque é a remodelação da interseção entre a BR-101/SC e a Via Expressa. O acesso foi ampliado – com implantação de uma quarta-faixa, trazendo maior fluidez e segurança nesta importante ligação para capital do estado.
Para implantar a nova terceira faixa, também foi necessário realizar a reforma e ampliação de duas pontes ao longo desse segmento. As pontes sobre os rios Maruim e Passa Vinte foram construídas originalmente há mais de 50 anos e não tinham largura compatível para três faixas. Em função disso, foram completamente reestruturadas e ampliadas para a nova configuração do fluxo na região.
Valorização dos municípios
Outro benefício das obras, entre elas o Contorno Viário da Grande Florianópolis, é a valorização das comunidades inseridas no trecho compreendido pela obra, tanto com a terceira faixa quanto com a finalização de todo o projeto. Com a terceira faixa, por exemplo, os veículos pesados passaram a trafegar no corredor reservado para eles e acelerar o ritmo. Da mesma forma, os veículos leves também conseguem ir mais rápido em suas faixas, o que melhorou significativamente a mobilidade de toda a região.
“Quando o Contorno ficar pronto, vamos tirar os veículos pesados da rota dos moradores destes municípios e, ao mesmo tempo, com a terceira faixa, os motoristas ganham agilidade. Desta forma, quem não tinha interesse em morar nestas localidades devido ao trânsito e recorrentes filas passará a buscar moradia ali, porque o tempo de deslocamento será muito menor, mais seguro e muito mais fluído”, acrescenta Júnior. “A sociedade já tem um ganho importantíssimo com essa ampliação de capacidade, que é também o objetivo da concessão de rodovia, de trazer o desenvolvimento regional, segurança, infraestrutura, mobilidade e muitos outros benefícios. A gente percebe os municípios e a população enxergando essas possibilidades”.
Em tempo de travessia, a velocidade média aumentou em 20 quilômetros por hora, segundo estudos da Arteris Litoral Sul. “Imagina o benefício para quem mora na região, se antes o motorista demorava uma hora para ir embora, para voltar para casa ou chegar no trabalho, hoje ela consegue fazer esse deslocamento em 30 minutos, por exemplo. Isso possibilita uma melhoria na qualidade de vida da pessoa, que começa a ver a possibilidade de ter outras atividades, passar mais tempo com os amigos, a família e praticar um exercício físico”, afirma o gerente de Operações da concessionária.
Quando ficar pronto, o Contorno Viário vai desafogar o trânsito no trecho principal da BR-101 que dá acesso à Capital. Quando entregue, será possível fazer a travessia pelo Contorno em cerca de 38 minutos, gerando aos motoristas um ganho médio de 1h22 no tempo de viagem em horário de pico.
Corredor exclusivo para motos
A redução no número e gravidade dos acidentes favorece a saúde pública, liberando leitos hospitalares que seriam ocupados por vítimas das ocorrências – Foto: Arteris Litoral Sul/DivulgaçãoOutra ação em estudo pela Arteris Litoral Sul é implantar, na rodovia, um corredor, uma faixa azul exclusiva para motociclistas, a exemplo de outras estruturas já instaladas no país, como a que está em operação atualmente em São Paulo, na avenida 23 de Maio. A intenção é reduzir o número e a gravidade dos acidentes, diminuindo também, consequentemente, o número de leitos hospitalares ocupados por esses condutores.
“Com essa faixa exclusiva, o motociclista, se sofrer um acidente, terá um veículo leve ao lado e não um pesado, o que reduz a severidade desta ocorrência. O motociclista pode ter lesões muito mais graves, durante as ocorrências de trânsito, do que motoristas de automóveis, por exemplo, que têm maior proteção oferecida pelo veículo e, por isso, pode ocupar um leito no hospital por muito tempo. Assim, o objetivo dessa ação é contribuir também para a melhoria da saúda pública da Grande Florianópolis”, afirma o gerente de Operações da Arteris.
Ainda está em definição pela concessionária qual será a área total da rodovia que abrigará o corredor azul. “Estamos, agora, avaliando os impactos, os pontos, os locais, estudando todo o projeto”.
Local para recarregar as energias
A Arteris constrói ainda o primeiro PPD (Ponto de Parada e Descanso) para caminhoneiros no trecho administrado – na rota entre as capitais Curitiba e Florianópolis. O investimento é de R$15 milhões e as obras têm duração prevista de 12 meses.
A estrutura é construída pela concessionária na altura do km 220 da BR-101/SC, em Palhoça, na área da antiga praça de pedágio desativada no local. Ao todo, serão 39 mil metros de área construída, com destaque para o prédio principal.
A edificação fica na margem sul da rodovia e terá dois pavimentos com copa, sala de descanso, sanitários, instalações com chuveiros e vestiários. Além disso, haverá espaço para instalação de minimercados automatizados, lavanderia automatizada, farmácia e comércio de itens essenciais aos caminhoneiros.
No lado norte haverá também uma edificação com instalações sanitárias incluindo banheiros femininos e masculinos – equipados conforme as normas de acessibilidade. A edificação norte é integrada ao prédio principal por meio da passarela sobre a rodovia.
O estacionamento do PPD irá oferecer espaço para 59 vagas, sendo 33 para carretas com comprimento de até 30 metros, e outras 26 vagas para caminhões com comprimento de até 12 metros. As vagas estarão alocadas para possibilitar o estacionamento em ambos os sentidos da BR-101/SC.
“O PPD vai ser uma grande entrega para o público caminhoneiro, que hoje não tem essa referência na região sul do Brasil. É uma entrega importante para o usuário de longa distância, para o profissional que não tem esse apoio nas estradas e tem que parar nos postos de combustível, por exemplo. Aqui será um local onde realmente ele poderá fazer sua pausa e recarregar as energias. O objetivo do PPD é entregar um usuário descansado e mais seguro para a rodovia”, explica José Júnior.
A Arteris Litoral Sul também realiza mudanças nas bases operacionais da BR-101 e está montando uma base de apoio operacional no km 203. “Vamos deixar os nossos recursos mais centralizados, próximo àqueles pontos que realmente nos geram mais demanda de atendimento aos usuários. Essa base de apoio está saindo do km 220 e indo para o 205. Além disso, estamos levando uma ampliação do atendimento ao usuário para o km 243, em Palhoça, onde antes era apenas uma base operacional, vai ser um serviço de atendimento ao usuário.”