A empresa CTIL Logística apresentou a maior proposta no processo seletivo para o arrendamento dos berços 1 e 2 do Porto de Itajaí, no Litoral Norte. O resultado foi publicado oficialmente nesta segunda-feira (22), por meio da Superintendência do Porto.
Empresa vencedora irá operar berços 1 e 2 do porto – Foto: SECOM/PMI/Reprodução/NDO arrendamento transitório da Área Operacional A do porto será realizado enquanto o Ministério da Infraestrutura não finaliza a desestatização do terminal portuário, o que deve ocorrer em até dois anos.
A proposta da CTIL Logística recebida pelo porto foi de R$ 48,60 o metro quadrado, totalizando R$ 4.006.896,01 pelo arrendamento da Área A.
SeguirA segunda colocada, a empresa Power Log, propôs o valor de R$ 46,50 o metro quadrado, totalizando R$ 3.833.758,53 pelo arrendamento.
Na sequência, a Container’s Service ofereceu R$ 26,00 o metro quadrado, o que representa um total de R$ 2.147.606,92.
O prazo para envio de proposta foi encerrado na última sexta-feira (19), às 19h. Agora, o processo segue para uma etapa de contrapostas.
A Power Log, que ficou em segundo lugar, poderá, dentro de 24h da publicação do resultado, cobrir o lance vencedor. Neste caso, a CTIL Logística terá mais 24h para uma contraproposta.
Em seguida, a empresa detentora da melhor proposta terá cinco dias úteis para reunir e apresentar a documentação. Finalizado esse processo, o resultado será oficializado pelo Porto de Itajaí.
A documentação será enviada para a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (ANTAQ), que em até 30 dias fará sua análise do processo.
O contrato temporário terá início em janeiro de 2023 e validade de seis meses, e poderá ser prorrogado por até dois anos, ou até que se encerre o processo licitatório de desestatização pela União.
Manutenção da autoridade portuária
Há cerca de um mês, foi oficializada a renovação do contrato de delegação do Porto de Itajaí. Com isso, a gestão do porto permanecerá municipalizada até o fim do processo de privatização.
O convênio se encerraria em 31 de dezembro deste ano. Por conta do adiamento no processo de desestatização do porto, o convênio foi prorrogado por mais dois anos.
O município faz a gestão do terminal, enquanto a operação é privada. Atualmente, a APM Terminals opera os berços 1 e 2.
O porto chegou a propor que o contrato de arrendamento, que se encerra no fim deste ano, fosse estendido. A APM negou a proposta, afirmando que seria inviável renovar o contrato nos mesmo termos atuais.