Cacau Menezes cacau.menezes@ndtv.com.br

Apaixonado pela sua cidade, por Santa Catarina, pelo seu país e pela sua profissão. São 45 anos, sete dias por semana, 24 horas por dia dedicados ao jornalismo

Marina em Floripa: Já passou da hora de a gente parar de dar as costas para o mar

Vivemos numa ilha que nem tem transporte público marítimo. Leitor raiz ajuda a lembrar de quando o mar estava mais perto

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Por Guia Manezinho – Rodrigo Stüpp – Interino
contato: guiamanezinho@gmail.com

Floripa está mais perto do mar com o ok ambiental para a construção da Marina na Beira-mar. Tratamos o assunto aqui no blog lembrando uma lenda de que “Marina era uma bruxa disfarçada”.

Imagem mostra a localização do empreendimento, na Beira-Mar Norte, em Florianópolis – Foto: Divulgação/NDImagem mostra a localização do empreendimento, na Beira-Mar Norte, em Florianópolis – Foto: Divulgação/ND

A coluna  recebeu um mundaréu de e-mails, a maioria com argumento parecido: que a Marina é necessária para que a gente volte a estar próximo do mar. Manezinho “raiz” Tadeu Matos acerta em cheio.

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Ixpia: “Nascido em 1963, R. Padre Roma, 55, portanto  um manezinho raiz. Testemunhei a invasão na Ilha da Magia e, com isso, um aterro que soterrou vários trapiches, para dar lugar ao trânsito frenético de carros.

Vi a construção de uma tímida avenida onde assisti corridas de kart, desfiles de 7 de setembro e, em vários pontos dessa avenida, trapiches onde por vezes nós, frequentadores do bar do Agapito, sentamos para mandar sinais de fumaça para o continente. 

Um retorno ao mar, um acesso ao mar, é sempre bem vindo, mesmo que tardio!

Trapiche do Miramar foi demolido para a construção do aterro da Baía Sul – Foto: Casa da Memória/NDTrapiche do Miramar foi demolido para a construção do aterro da Baía Sul – Foto: Casa da Memória/ND

Quando Burle Marx projetou o aterro que pôs fim, entre outros pontos históricos, ao Miramar,  constava uma marina pública próxima do Veleiros da Ilha, clube frequentado pela elite da ilha, que se opôs a ter uma vizinhança menos abastada. 

Assim, na promessa desde então, a plebe da ilha ficou por décadas sem acesso ao mar. Lógico que falo dos moradores do centro da cidade, não dos moradores das encantadoras vilas da Ilha, distantes na época.

Lembra da lancha Toró? Era do teu pai e meu pai quem comprou dele. Temos algo em comum: navegamos na mesma embarcação como filhos de armadores.

Um abraço aos conterrâneos que sobreviveram ao Quiosque!

E tu? o que pensas da nova marina da Beira-mar?
Escreve para guiamanezinho@gmail.com