Melhorias na infraestrutura e desburocratização são demandas dos setores produtivos de SC

Representantes da Fiesc e do Sebrae entregaram documentos com propostas para os planos de governo dos candidatos ao Executivo catarinense

Nícolas Horácio Florianópolis

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Sete postulantes ao cargo de governador de Santa Catarina nas eleições de 2022 receberam, em mãos, duas cartilhas que podem subsidiar suas campanhas e planos de governo. A entrega ocorreu na Fiesc (Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina), em Florianópolis, na manhã desta quinta-feira (22).

Entrega da carta da indústria aos candidatos ao governo de Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/NDEntrega da carta da indústria aos candidatos ao governo de Santa Catarina – Foto: Leo Munhoz/ND

A entidade produziu e forneceu aos candidatos a “Carta da Indústria Santa Catarina”, que apresenta ações priorizadas pelo setor industrial catarinense.

O outro material, “Eleições 2022 – O Brasil vota nos pequenos negócios” foi entregue por representantes do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas).

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Indústria considera infraestrutura de transporte precária

Presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar destacou que a indústria catarinense é o setor que mais emprega no Estado, o que mais recolhe impostos. Falou também da importância de abrir as portas da federação para ouvir os questionamentos e auxiliar o novo governo a desenvolver ainda mais o Estado.

Questionado sobre a prioridade, Aguiar não titubeou: infraestrutura. “A infraestrutura de transporte de Santa Catarina é extremamente precária e essa questão é central para resolvermos no futuro governo”, resumiu Aguiar.

Conforme o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, infraestrutura está entre as principais demandas – Foto: Leo Munhoz/NDConforme o presidente da Fiesc, Mario Cezar de Aguiar, infraestrutura está entre as principais demandas – Foto: Leo Munhoz/ND

Ele lembrou, ainda, que em função da restrição fiscal do país, não há recurso para atender integralmente a demanda por infra do Estado. “Defendemos as concessões, as parcerias público privadas e mais investimentos do governo federal na solução do problema.”

Além disso, Aguiar enfatizou que a federação explicitou, no documento, que é contrária a qualquer aumento da carga tributária e que defende reformas administrativas, fiscais e tributárias. “Precisamos, sim, reduzir a carga tributária, para tornar a nossa indústria mais competitiva”.

Aguiar mencionou que Santa Catarina é um Estado com uma indústria diversificada e que houve ampla contribuição para criar o documento. “Ouvimos todos os setores, compilamos, sintetizamos e entregamos aos candidatos. Certamente, é uma visão transversal de toda a indústria catarinense”, frisou.

No evento, os políticos que miram o cargo de governador catarinense assinaram um termo de concordância com a carta. “A indústria tem uma participação importante na geração de empregos e impostos, então, é uma atividade que deve ser ouvida na composição do governo”, defendeu Aguiar.

Além de receber as demandas em mãos na Fiesc, os candidatos tiveram 10 minutos para apresentar suas propostas aos industriais do Estado e mais cinco para considerações finais.

O presidente do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli – Foto: Leo Munhoz/NDO presidente do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli – Foto: Leo Munhoz/ND

Foram convidados aqueles vinculados a partidos com representação na Alesc (Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina): Odair Tramontin (Novo), Décio Lima (PT), Esperidião Amin (PP), Jorge Boeira (PDT), Carlos Moisés (Rep), Gean Loureiro (UB) e Jorginho Mello (PL).

Presidente do Grupo ND, Marcello Corrêa Petrelli, falou sobre a importância do ato que trouxe os candidatos ao governo para a Fiesc.

“É fundamental trazer o comprometimento e o conhecimento dos candidatos numa pauta única em relação aquilo que pensa a Fiesc, para poder subsidiá-los, quando eleito forem, e para fazerem um governo alinhado, onde o empresário possa continuar apostando, investindo, gerando emprego e renda”, argumentou Petrelli.

Demandas dos micro e pequenos empresários

Assim como a Fiesc, o Sebrae aproveitou a manhã de quinta-feira para fornecer aos candidatos a agenda dos micro e pequenos empresários. Também na sede da Fiesc, o diretor presidente do Sebrae/SC, Carlos Fonseca, entregou aos candidatos o documento “Eleições 2022, o Brasil vota nos pequenos negócios”.

O diretor presidente do Sebrae/SC, Carlos Fonseca, e os sete candidatos ao governo com as demandas dos empreendedores – Foto: Leo Munhoz/NDO diretor presidente do Sebrae/SC, Carlos Fonseca, e os sete candidatos ao governo com as demandas dos empreendedores – Foto: Leo Munhoz/ND

A definição do documento está na apresentação: “busca oferecer subsídios aos candidatos a para que tenham uma visão ampliada do protagonismo das MPEs (micro e pequenas empresas) e de como é possível contribuir para a melhoria do ambiente de negócios e a ampliação da participação das pequenas empresas na economia. O documento foi organizado pelo Sebrae a partir de sua interlocução com outros setores econômicos e suas entidades, além de instituições parceiras.”

Conforme Fonseca, o Estado tem quase 900 mil micro e pequenas empresas, ou seja, 97% dos negócios catarinenses e 42% do PIB. Além disso, oito em cada 10 empregos criados em 2021 e, no primeiro semestre de 2022, foram gerados pelas MPEs do Estado.

“O documento tem 10 agendas das MPEs em que o Sebrae pode ser parceiro e que é importante o engajamento do governo”, ressaltou Fonseca. Na visão dele, é fundamental que os candidatos coloquem no radar a importância das MPEs catarinenses.

os candidatos firmaram compromisso com as demandas da Fiesc e do Sebrae – Foto: Leo Munhoz/NDos candidatos firmaram compromisso com as demandas da Fiesc e do Sebrae – Foto: Leo Munhoz/ND

“Estamos falando da quase totalidade das empresas, então, essas agendas, como desburocratização, tratamento tributário, crédito, marcos regulatórios, inovação e tecnologia são essenciais para o desenvolvimento das MPEs. No documento, nós não apenas propomos, como nos colocamos à disposição para ajudar o Estado a levar essas soluções”, reiterou Fonseca.

Os sete candidatos, segundo o diretor presidente do Sebrae, se comprometeram a levar a agenda das MPEs para seus planos de governo.