Mesmo com licitação diferenciada, terceira faixa na BR-282 ainda está longe de sair do papel

Falta um caminho razoável para que comecem as obras nos trechos críticos da ligação do Litoral à Serra e ao Oeste catarinense; nem o projeto foi contratado ainda

Receba as principais notícias no WhatsApp

Ainda falta um caminho razoável para que comecem as obras de construção de terceiras faixas nos trechos críticos da BR-282 – ligação do Litoral à Serra e ao Oeste catarinense. Nem mesmo o projeto foi contratado e não há previsão de data para que o serviço saia do papel.

Trecho da BR-282 em Campos Novos – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/NDTrecho da BR-282 em Campos Novos – Foto: Julio Cavalheiro/Divulgação/ND

Para acelerar a tramitação, um RDC (Regime Diferenciado de Contratação) está sendo preparado pelo Dnit (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes) para a contratação do projeto.

Conforme o setor técnico do órgão público federal em Santa Catarina, este é um modelo mais enxuto de licitação, que pula algumas etapas de uma contratação normal. Uma das principais vantagens é que a empresa responsável pelo projeto pode executar a obra.

Faça como milhões de leitores informados: siga o ND Mais no Google. Seguir

Recursos encaminhados

Pelo menos R$ 50 milhões já estão garantidos para as obras. Esse recurso será repassado pelo governo do Estado para o governo federal. O anúncio foi feito pelo governador Carlos Moisés (sem partido) em 29 de novembro, durante o lançamento do Movimento SC Não Pode Parar, parceria entre a Fiesc (Federação das Indústrias) e o Grupo ND.

Em 7 de dezembro, o governo federal cortou R$ 40 milhões que seriam aplicados nas obras de rodovias em Santa Catarina. Na época, “extremamente normal” e “extremamente natural” foram expressões usadas pelo ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, para explicar a decisão.

ACIDENTES

O trecho mais crítico da BR-282 é entre Palhoça e Lages. Segundo a PRF (Polícia Rodoviária Federal), a rodovia que corta Santa Catarina no sentido Leste-Oeste tem 684 quilômetros de extensão e registra mais de dois acidentes por dia, sendo uma lesão grave ou morte a cada dois dias, conforme média entre 2017 e 2020.