Moradores da Vargem Bom Jesus, que fica na região Norte da Ilha de Santa Catarina, trancaram a rodovia Anarolina Silveira Santos, alegando quedas frequentes de luz e falta de assistência da Celesc, nesta quinta-feira (16). Eram cerca de 100 pessoas segundo os manifestantes. A Polícia Militar estima em 60 pessoas.
Sem uma articulação ou diálogo com entidades, os moradores formaram um levante próprio, desvinculados da associação de moradores, que os mesmos alegam ser “inoperante”.
Moradores trancaram a rodovia, mas removeram os tapumes após negociação com a PM – Foto: Divulgação/ND“As quedas de luz tem ocorrido todos os dias durante 15 dias consecutivos. Às vezes a Celesc vem ligar às 17h, mas cai novamente às 19h”, denuncia Carlos Teixeira, morador do bairro há 30 anos.
SeguirA previsão é de que, caso a Celesc não atenda as demandas dos moradores, os mesmos fechem a SC-403 nesta sexta-feira (17). Outros moradores relatam quedas desde antes da pandemia, porém alegam que o problema se intensificou nas últimas semanas.
“Foram mais de 50 ligações feitas até agora. A situação é cansativa, diária. A energia acaba hoje, e às vezes só retorna na manhã do outro dia”, relata Wuellington Padilha.
Cerca de 15 policiais militares atenderam a situação e negociaram a ocorrência. A barricada feita na rodovia foi retirada após negociação.
Um dos moradores relatou que a comunidade “não queria baixar a guarda”, porém, o problema foi resolvido segundo o 21º Batalhão, que atesta que “a guarnição no local conversou com os moradores e já liberaram a via”.
Em nota, a Celesc afirma que “vem realizando frequentes manutenções” e que “atende aquela área e tem constatado inúmeras ligações clandestinas que estão sobrecarregando o sistema elétrico naquela região”. A empresa afirma que fará uma vistoria no local e tentará “melhorar a situação dos consumidores regulares”.
Ainda na nota, afirmar que as ligações supostamente clandestinas “afetam a qualidade da energia dimensionada para uma determinada área com base em clientes regularizados, é crime e oferece risco à vida e ao patrimônio”.