FOTOS: Um mês após tragédia na Lagoa da Conceição, moradores mostram rastros do desastre
Envolvidos pelos sentimentos de medo e incerteza, atingidos pelo desastre contabilizam prejuízos e narram suas rotinas após o rompimento da lagoa de efluentes da Casan
As lembranças da manhã do dia 25 de janeiro, quando uma estrutura de tratamento de efluentes da Casan, na Lagoa da Conceição, se rompeu, deixando um rastro de destruição na região, seguem vívidas aos olhos dos moradores da servidão Manoel Luiz Duarte. A tragédia em Florianópolis completa um mês nesta quinta-feira (25).
Muitas pessoas atingidas pela enxurrada que desaguou na Lagoa ainda estão fora de casa e contam as dificuldades enfrentadas após perderem tudo. Durante este um mês, medos e incertezas, mas também solidariedade e doações, fazem parte da rotina dos atingidos, que desejam retornar aos seus lares o mais rápido possível.
A reportagem do ND+ foi até o local do desastre para conversar com os moradores. Confira:
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Rodrigo Albano, de 32 anos, conta que ele e a companheira, Patrícia Teles, precisaram subir na árvore em frente a casa em que moravam para escapar da água na manhã do dia 25 de janeiro – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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Rodrigo e Patrícia perderam roupas, livros e fotografias. “Fotos da minha mãe em preto e branco, livros raros, coisa que não se encontra mais hoje em dia, tudo foi embora”, conta ele – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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Amanda Nicolet mora há 23 anos na servidão Manoel Luiz Duarte e aponta que as portas e janelas de sua casa ficaram danificadas. “Nos primeiros dias depois do rompimento, muitas casas sofreram furtos, porque não conseguimos fechar as portas”, lembra a professora. – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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Amanda ficou com feridas causadas pelos coliformes fecais na água do esgoto tratado. “Nunca tive nenhuma marca nas minhas pernas e agora tenho isso”, diz. Ela precisou tomar antibióticos – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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O desastre ambiental atingiu 66 pessoas e 35 edificações, das quais nove sofreram interdição provisória e seis interdição com demolição, após vistoria da Defesa Civil – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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Maria Nunes, conhecida como Dona Lia, mora há 24 anos na servidão Manoel Duarte. Após perder tudo, ela expressa um desejo: “só quero voltar para casa” – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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Dona Lia, de 56 anos, precisou subir no muro e escapar pela restinga junto com o marido para se salvar durante a tragédia – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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Em frente a casa de dona Lia havia uma garagem para dois carros e uma oficina do vizinho, mas tudo foi destruído – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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Segundo relatos de moradores da servidão Manoel Luiz Duarte, a dona desta pousada sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral), em decorrência do estresse pela tragédia – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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No interior desta casa ainda há rastros do rompimento da estrutura de esgoto, que deteriorou todos os móveis – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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Patrícia é autônoma e perdeu o computador que usava para trabalhar na enxurrada. Por isso, não tem dinheiro para comprar roupas. “Esse sapato dói, mas eu não tenho como comprar outro agora”, conta – Foto: Maria Fernanda Salinet/ND
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A pousada do paulista Ubirajara Camargo Júnior, de 26 anos, foi tomada pela enxurrada e ele não sabe ainda se retomará o negócio. “Eu, que sempre me julguei forte e racional, tive uma surpresa. Como os pensamentos mudam depois que a gente passa por uma situação dessas… Sempre fui muito positivo, mas hoje, não sei se vou ter força para assumir os riscos novamente. Ficamos mais conservadores.” – Foto: Divulgação/ND
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