Se do lado da Ilha a cabeceira da Ponte Hercílio Luz está ganhando cada dia mais vida, os moradores de Florianópolis alertam que a parte continental está ficando para trás. Eles reivindicam assistência na infraestrutura e segurança da cabeceira.
Moradores reivindicam melhorias na cabeceira continental da Ponte Hercílio Luz em Florianópolis – Foto: Divulgação/NDCelso Fellini é morador do Estreito há mais de 20 anos. Vendeu o carro e hoje só se desloca de bicicleta, mas tem encontrado vários obstáculos no caminho.
“Hoje, o que a gente vê. A gente vê o lado da Ilha sempre bem tratado, com parque, já com banheiros e estrutura, e a parte continental sempre esquecida, sempre os projetos ficam no papel”, contou Fellini.
A professora aposentada Rosângela Martins mora praticamente na frente da cabeceira e todo dia enxerga as necessidades de quem passa pelo local.
Segundo ela, a população utiliza “um estacionamento improvisado e esse estacionamento improvisado tá sendo constrangedor pra quem estaciona aqui. Isso aqui é um espaço público e tá bem difícil para quem vai deixar o carro aqui”.
As urgências também são percebidas pelas entidades representativas da comunidade, como o Conselho de Desenvolvimento do Continente.
Para o representante do conselho, Dalton Maluceli Júnior, “esse desequilíbrio existe também de maneira bem visível em quantas ações são feitas do lado de lá da ponte em relação ao lado de cá, principalmente no que tange ao dia a dia. Existe um tratamento diferenciado que ninguém gostaria de ver porque é uma cidade só”.
O governo do Estado promete revitalizar a área nos próximos meses. O secretário de Infraestrutura e Mobilidade de Santa Catarina, Thiago Vieira, explicou que “em breve teremos a concessão daquele espaço onde antigamente era o canteiro de obras, para que assim a gente tenha melhores condições de turismo e cada vez mais esse importante cartão postal esteja valorizado”.
Enquanto as ações não se concretizam, a população cobra atitudes mais efetivas para a cabeceira continental: “A questão de segurança no trânsito, a questão de mobilidade, a questão da limpeza do entorno e do aproveitamento do espaço existente no entorno, a questão de manutenção e a questão de paisagismo. Também a questão principalmente de tornar essa área mais humana”, disse o representante do conselho.
A participação da comunidade nas discussões também é essencial. Conforme Fellini, “a cidade não é do prefeito, não é do governador, é das pessoas. E eu acho que a gente tinha que ser mais ouvido. Tem muito técnico, muito engenheiro, muito morador que podia contribuir muito para a coisa ser melhor aproveitada”.
“Nós como cidadãos e moradores daqui vivenciamos isso diariamente. Não através de um ano, mas de anos, e vemos algumas dificuldades que têm solução. Não é que não exista solução, mas existe através de estudos e principalmente você tirar do papel as ideias e executá-las”, reforçou Maluceli Júnior.
Confira mais informações na reportagem do Balanço Geral Florianópolis.