Enquanto a Prefeitura de Joinville dava continuidade no que era para ser a largada de um Natal para entrar na história de Joinville, correria, desespero e dezenas de atendimentos. A cobertura do Portal ND traz os relatos, fotos e imagens da queda de uma estrutura que deixou vários feridos leves e um grande susto. Segundo nota da prefeitura, ainda nesta segunda (22), por volta das 22h, nenhuma pessoa em estado grave.
Estrutura cedida deixou marcas também no asfalto – Foto: Reprodução/NDMas o que tem mais de grave nesse triste fato? Ninguém poderia prever jamais, mas a não conclusão de uma obra iniciada há sete anos e ainda alvo de discussão na Justiça e uma CPI na Câmara de Vereadores de Joinville voltou à tona. Não é para menos, tanto tempo e um rastro de obras mal acabadas.
Ainda em junho desse ano, 300 páginas de um relatório final apontaram causas, consequências e os responsáveis. Há cinco meses tudo foi encaminhado aos órgãos competentes, como Ministério Público, para que fosse feita uma investigação e indicar a possível responsabilização dos citados. Entre eles ex-servidores, secretários, empresários e até o ex-prefeito Udo Döhler.
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Bombeiros e Defesa Civil fazem “varredura” para garantir que não existem mais pessoas no rio – Foto: Dani Lando/NDTVEntre as falhas, duplicidade de valores, mudança em projetos e até licitação feita com projeto executivo incompleto e sem orçamento adequado a representar de forma detalhada, todos os custos unitários do serviço a ser realizado.
Ainda de acordo com os trabalhos conclusivos da CPI, até relatórios de duas empresas, Cobrape e PBLM que formaram um consórcio e a Paralella elaboradora do projeto. Em ambos casos, entregas também incompletas. A própria parte cedida estava num tapume que por anos ficou ali até ser feita uma manutenção paliativa.
E os outros pontos que acabaram sendo resolvidos assim? Via Gastronômica, Rua Jerônimo Coelho. Heranças tristes demais que nesta gestão buscou alternativas para acabar com os tapumes e a falta de vida na área central de Joinville. Triste herança para essa e as próximas gestões, pois não há prazo para acabar.
Desde 2014 e nada resolvido por completo, nem as enchentes deixaram de acontecer como principal promessa da ‘novela Rio Mathias’ que trazia galerias para melhorar fluxo das águas. Infelizmente, o que jamais imaginaríamos era ter que noticiar, em rede nacional até, tamanha tragédia. Sim a abertura do Natal da prefeitura de Joinville, entrou para a história, mas como jamais queríamos ou poderíamos imaginar.
Agora, perguntas deverão ser respondidas. Do relatório da CPI entregue há cerca de cindo meses, o Ministério Público chegou a avaliar? Qual a posição? Mais importante ainda: quem agora paga essa conta?