O projeto para a Beira-Mar Sul, em Florianópolis, e o exemplo errado do “outro lado”

Objetivo de inclusão da área em programa da União é evitar ocupação caótica e desordenada, segundo superintendência do SPU/SC

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“Queremos o uso inteligente da área da Beira-Mar Sul, para não acontecer o que aconteceu no outro lado”, afirma o superintendente da SPU/SC (Superintendência do Patrimônio da União), Nabih Chraim, ao comentar a inclusão da área no programa pioneiro que prevê a venda de propriedades da União que estão subutilizadas por intermédio de um fundo imobiliário.

Beira-Mar Sul, em Florianópolis – Foto: Reprodução/NDTV RecordTVBeira-Mar Sul, em Florianópolis – Foto: Reprodução/NDTV RecordTV

O “outro lado” é o aterro da Baía Sul, cada vez mais distante da área pública projetada pelo urbanista Burle Marx. “Estação de tratamento de esgoto a cidade precisa, mas na entrada da cidade?”, questiona Chraim, referindo-se à ETE da Casan.

Aterro da Baía Sul: exemplo da falta de planejamento – Foto: Divulgaçaõ/SCAterro da Baía Sul: exemplo da falta de planejamento – Foto: Divulgaçaõ/SC

A ideia para a Beira-Mar Sul, segundo o superintendente da SPU/SC, “é pensar a urbanização como um todo”, para evitar que ocorra uma ocupação caótica causada pela falta de planejmento.

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No entanto, para que isso ocorra, segundo Chraim, “é fundamental que haja uma alteração no Plano Diretor, porque a maior parte da área está classificada como área verde de lazer”. Se isso não acontecer, serão feitas “alterações pontuais e pode ficar estranho, como no caso da Baía Sul”.