O que se sabe e o que falta ser respondido 24h após rompimento do reservatório em Florianópolis

Incidente deixou rastro de destruição no bairro Monte Cristo e há circunstâncias que ainda devem ser esclarecidas; foram contabilizadas 150 famílias atingidas

Foto de Redação ND

Redação ND Florianópolis

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Um dia após o rompimento do reservatório da Casan no bairro Monte Cristo, em Florianópolis, há ainda perguntas que precisam ser respondidas sobre o incidente que assolou pelo menos 150 famílias na região.

Rompimento do reservatório da Casan, em FlorianópolisRompimento do reservatório da Casan destruiu centenas de casas e carros – Foto: Leo Munhoz/ND

Quais foram as circunstâncias do acidente?

O rompimento ocorreu na segunda hora desta quarta-feira (2) na rua Luiz Carlos Prestes, no bairro Monte Cristo, região continental de Florianópolis. A estrutura comporta cerca de 8 milhões de litros de água.

No local há dois reservatórios: o primeiro, mais antigo, ficou intacto. A estrutura era que se rompeu era a mais recente e operava desde março de 2022 – estava em funcionamento há menos de dois anos.

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O que já se sabe sobre a causa?

As circunstâncias do rompimento da caixa d’água ainda devem ser esclarecidas. Moradores da região haviam comunicado a empresa nos últimos meses dando conta de diversos remendos no concreto, além de rachaduras.

Em paralelo a isso, a Casan se comprometeu a vistoriar todos os demais 475 reservatórios de concreto – mesmo material utilizado para a construção da caixa d’água – devem passar por análise.

O engenheiro civil Rafael Elizeu Beltrão de Azevedo, em entrevista ao Grupo ND, deu algumas hipóteses para o incidente. Ele acredita que os problemas tenham se originado no projeto ou mesmo na construção do reservatório.

Reservatório comportava cerca de 8 milhões de litros de água – Vídeo: Reprodução/NDTV

Quantas pessoas foram atingidas?

Até a noite desta quarta-feira (6), foram contabilizadas 92 casas atingidas e 150 famílias a serem indenizadas, de acordo com dados da própria Casan. Não há vítimas fatais. Segundo a prefeitura de Florianópolis, 386 pessoas foram atingidas.

As vítimas serão ressarcidas?

A Casan se comprometeu a pagar às vítimas um salário mínimo e uma indenização prévia aos moradores do bairro Monte Cristo que tiveram casa e bens materiais destruídos pelo rompimento, afirmou o presidente da empresa, Edson Moritz, em entrevista ao NDTV.

Os salários devem começar a ser pagos nesta quinta-feira (7). A indenização deve entrar na conta até á próxima segunda-feira (11).

A Companhia também montou um ponto de atendimento no local com duas tendas e está fornecendo roupas, sapatos, produtos de higiene e aproximadamente 250 refeições na Paróquia do Sapé.

Residência teve estrutura e móveis destruídos após invasão da água – Foto: Leo Munhoz/NDResidência teve estrutura e móveis destruídos após invasão da água – Foto: Leo Munhoz/ND

A estrutura já tinha sido vistoriada?

ND+ procurou também a Aresc (Agência Reguladora de Serviços Públicos de Santa Catarina), órgão estadual responsável por vistoriar estruturas do tipo, para verificar se o órgão já fez análises na estrutura. No entanto, a reportagem não obteve retorno até o fechamento.

Nos relatórios disponíveis no site da Aresc desde 2022, quando a estrutura foi inaugurada, não há análise referente ao reservatório do Monte Cristo.

O que será feito agora?

O TCE/SC (Tribunal de Contas de Santa Catarina ) começou a coleta de informações e imagens para avaliar as razões e as consequências. A Câmara de Vereadores de Florianópolis vai pedir esclarecimentos à Casan.

A Comissão de Economia da Assembleia Legislativa aprovou, nesta quarta-feira (6), requerimento do vice-presidente do colegiado, deputado Matheus Cadorin (Novo), para convidar o diretor-presidente da Casan, Édson Moritz, para prestar esclarecimentos sobre o rompimento de um reservatório da estatal em Florianópolis, durante a madrugada da quarta-feira.