Obra de alargamento de Balneário Camboriú chega na fase final; o que acontece agora?

Megaobra pretende manter as mesmas características da praia original; obra avança uma média de 90 metros por dia

Carlos Cidral Itajaí

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A obra de alargamento da praia Central de Balneário Camboriú deve ser finalizada no próximo mês, mas conforme o fim da megaobra se aproxima, muita gente se pergunta o que vai acontecer depois que a draga draga Galileo Galilei acabar de jorrar a areia.

Situação da obra na manhã desta quinta-feira – Foto: Divulgação/Prefeitura de Balneário CamboriúSituação da obra na manhã desta quinta-feira – Foto: Divulgação/Prefeitura de Balneário Camboriú

A obra que teve início em 22 de agosto desse ano avança uma média de 90 metros por dia. O alargamento que ganhou repercussão internacional, pretende manter as mesmas características da praia original, com batimetria de 1 para 40, ou seja, a cada 40 metros para dentro d’água, a profundidade aumenta 1 metro.

De acordo com engenheiro e um dos fiscais municipais da obra, Toni Fausto Frainer, a próxima etapa, após a draga acabar de trazer a areia, é a desmobilização das tubulações e o acabamento, que será passar o trator com arado em toda a extensão da faixa de areia.

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Sobre um possível evento de inauguração da nova faixa de areia da praia Central, a prefeitura informou que “não esta definido, mas muito provavelmente haverá”.

Nova restinga

A prefeitura deve investir mais de R$ 1,5 milhão na recuperação da Praia Central, após o alargamento. O projeto executivo prevê o plantio de mudas nativas de restinga em toda a extensão da praia, assim como a instalação de cercas e de “passarelas” para acesso dos banhistas.

O projeto prevê o plantio de nove espécies de plantas de restinga: capim-das-dunas, capim-arame, capim-da-praia, batateira-da-praia, acariçoba, pinheirinho-da-praia, capotiraguá, margarida-da-praia, e feijão-da-praia.

O capim-das-dunas, o capim-arame e a acariçoba vem sendo usadas, inclusive, na recuperação das dunas da Praia Brava, na vizinha Itajaí. Essas três espécies trabalham na fixação das dunas. O projeto estima que serão necessárias 33.167 mudas para completar a área da praia que será recuperada.