A falta de água em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina, tem afetado várias esferas da sociedade. A segunda etapa da revitalização do acesso Florenal Ribeiro, que liga a SCT-480 ao Aeroporto Serafim Enoss Bertaso, terá um ritmo mais lento neste momento. Segundo a Prefeitura de Chapecó, a medida foi tomada para não atrapalhar o fluxo de veículos, principalmente o de caminhões transporte de água, que foram contratados pela BRF e pela Casan (Companhia Catarinense de Águas e Saneamento).
Caminhões da água passam pelo local para fazer o reabastecimento – Foto: Prefeitura de Chapecó/NDO secretário de Planejamento e Desenvolvimento Valmor Scolari disse que o recapeamento da pista será postergado para não prejudicar o abastecimento de água, pois seriam necessárias restrições ao fluxo. Enquanto isso a Construtora Oliveira, responsável pela obra, fará obras nas laterais, como drenagem e remoção de material.
A primeira etapa, feita por outra empresa, foi finalizada. A segunda etapa foi licitada por R$ 1.878.548,22. O prazo de conclusão é de seis meses.
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Prazo de conclusão da obra é de seis meses – Foto: Prefeitura de Chapecó/NDTransporte de água
As 20 carretas contratadas pela Casan para buscar água no rio Uruguai iniciaram a operação na noite desta quarta-feira (16). A manobra emergencial faz parte do plano de ação da companhia para manter o abastecimento da rede urbana de Chapecó, que enfrenta a falta do produto em vários bairros.
As carretas-tanque fazem o trajeto de 23 quilômetros, do Goio-Ên até o lajeado São José, no bairro Engenho Braun, onde foi criado um reservatório artificial para receber a água do rio Uruguai. Depois, o produto será bombeado até os tanques de captação e, na sequência, segue para a estação de tratamento no bairro São Cristóvão.
Cada veículo fará oito viagens por dia com uma capacidade de armazenar 35 mil litros de água. O trabalho ocorrerá todos os dias, até que se normalize a situação, das 5h às 20h. A mesma medida também foi adotada pelo frigorífico BRF, que trabalha desde dezembro com cerca de 100 carretas buscando água no rio Uruguai e um investimento de R$ 15 milhões por mês na operação.