Depois de finalizada a obra de Balneário Camboriú e anúncios de Itapoá, Florianópolis e Itapema que também querem alargar as praias, outra cidade do Litoral Norte catarinense também deve contratar estudos para fazer o alargamento de uma das suas praias.
Navegantes quer recuperar praia do Gravatá – Foto: Prefeitura de Navegantes/DivulgaçãoA cidade é Navegantes, que quer praticamente criar uma praia nova no Gravatá. O edital para contratar a empresa que vai fazer os estudos de impactos ambientais da obra foi lançado nesta segunda-feira (20).
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Seguir“Hoje não temos uma faixa praial e nem uma vegetação de restinga que protegem e garantem o equilíbrio ecológico da faixa costeira”, afirma o superintendente do IAN (Instituto Ambiental de Navegantes), Marcos Zaleski de Matos.
“O resgate deste contexto ambiental para a recuperação da Praia do Gravatá, somado as praias de Meia Praia, Centro e Pontal, que são extremamente conservadas no aspecto de restinga, vão elevar a cidade de Navegantes por ter praias diferenciadas em relação ao litoral”, completa.
A degradação ambiental da praia do Gravatá já acontece há mais de 30 anos, com a faixa de areia diminuindo cada vez mais. “Ao minimizar a erosão costeira, revitalizamos a orla e ampliamos a oferta de lazer, fortalecendo o turismo e a economia de Navegantes”, acredita o prefeito Liba Fronza (DEM).
“A assinatura deste edital representa um momento histórico para Navegantes. Vamos focar na viabilização desta obra para a recuperação deste trecho há tanto tempo degradado. Com certeza – será um avanço muito significativo”, conclui.
Outras praias de SC devem ser alargadas
Após alargar Canasvieiras, Florianópolis também quer fazer o mesmo nas praias dos Ingleses e de Jurerê Tradicional, ambas no Norte da Ilha.
Praia dos Ingleses é uma das mais visitadas na Capital. Ela deve ter faixa de areia alargada – Foto: Leo Munhoz/NDNa última semana, a prefeitura da Capital encaminhou ao IMA (Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina) os projetos executivos e os estudos ambientais simplificados.
A Prefeitura destaca que ambas as obras necessitaram apenas de estudos ambientais simplificados por envolverem menos de 500 mil metros cúbicos, cada uma. Por isso, não precisam de Estudo de Impactos Ambientais (EIA/Rima), para que o IMA conceda a LAP (licença ambiental prévia).
As obras devem começar em agosto de 2022 e a previsão é que ambas as praias fiquem prontas antes da temporada de verão 2022/2023.
Outra praia que pode ser alargada é a de Itapoá, no Norte do Estado. A erosão da praia tem feito a ressaca invadir as ruas da cidade. É justamente para engordar a faixa de areia e evitar novos estragos que o alargamento será feito. Aliás, a obra apresenta um fator inédito no Brasil: o material usado será retirado de uma dragagem feita para o aprofundamento e alargamento de um canal marítimo no Porto de São Francisco do Sul, cidade vizinha a Itapoá.
Faixa de areia deve passar por alargamento em Itapoá – Foto: Prefeitura de Itapoá/DivulgaçãoA profundidade do canal passará de 14 para 16 metros, permitindo a navegação de embarcações de até 366 metros. Se não fossem destinados à obra na faixa de areia de Itapoá, os detritos acabariam sendo encaminhados para um “bota-fora marinho”.
Itapema é outra que deve começar em breve os estudos para o alargamento da Meia Praia. Depois do estudo feito, e a empresa que for fazer a obra for contratada, a estimativa é que a obra seja concluída em até 10 meses.