A Intersindical dos Eletricitários de Santa Catarina-Intercel – está contestando a nota de esclarecimento da Diretoria da Celesc, publicada na integra pelo blog, sobre as negociações do Plano de Saúde, motivo de paralisação e do protesto registrado na última quinta-feira.

O texto é extenso, trazendo inclusive gráficos e explicações detalhadas sobre as reivindicações dos trabalhadores.
SeguirAlguns dos trechos principais:
“Nas últimas semanas, o principal assunto abordado na impressa catarinense sobre a Celesc diz respeito a negociação do plano de saúde dos trabalhadores e aposentados da empresa.
Até então, A Intercel entendia que a estratégia do Presidente da Celesc era a reprodução do clássico “A Arte da Guerra”, que tem a máxima de dividir para conquistar. Ao tentar jogar trabalhadores contra trabalhadores, e trabalhadores contra aposentados, a lógica de separar a categoria não era apenas clara, mas manifesta. Como exemplo, a ex-Diretora de Finanças, recentemente demitida da empresa, declarou em alto e bom tom essa estratégia, em apresentação realizada na UDESC, para acadêmicos do bacharelado de Administração, utilizando a negociação do plano de saúde como referência. Porém, cada vez mais, parece que a lógica do Presidente Cleicio Poleto Martins, para além da divisão, tornou-se o ardil da confusão.
Enquanto os sindicatos da Intercel buscam a continuidade democrática das negociações sobre a mudança na forma de custeio, o Diretor Presidente e o Diretor de Geração, que de “democráticos” só tem o discurso, insistem em promover, de maneira ardilosa, a desordem sobre o assunto perante os empregados e a imprensa catarinense, misturando, no popular “laranjas com bananas” para justificar a defesa da sua proposta, gerando dúvidas e deixando todos confusos.
No dia 5 de julho, de forma nada “democrática”, Diretor Presidente, Diretor de Geração e seus assessores realizaram um vídeo conferência (que não era uma vídeo conferencia), enclausurados na sala da presidência, sem dar a palavra aos trabalhadores e sem direito de réplica às respostas encaminhadas.
Para piorar, enviaram na sequência, por e-mail, respostas aos questionamentos dos celesquianos, repletas de opiniões e informações distorcidas, para dar um ar de “transparência”, deixando os questionamentos feitos no Boletim da Intercel nº182, para o final da fila.
Como o Diretor Presidente e o Diretor de Gestão (responsáveis pelas negociações com os sindicatos) não responderam de fato os questionamentos da Intercel e, ato contínuo ao movimento do dia 21 de julho, enviaram nota à imprensa distorcendo ainda mais o assunto, de forma objetiva e transparente, encaminhamos abaixo respostas as perguntas formuladas.
MENTIRAS E VERDADES
1 – Se a proposta de criação do novo plano de saúde é boa, reduz o passivo atuarial e a diretoria diz se preocupar com a saúde dos trabalhadores, porque continuar vinculando a sua aprovação com a retirada ilegal de direitos dos celesquianos?
2- Se não existe ilegalidade no acordo apresentado pela empresa, porque a Diretoria incluiu um parágrafo que *revoga* os direitos existentes nos contratos individuais de trabalho dos celesquianos e aposentados em sua proposta?
3 – Se não há risco à sustentabilidade do plano de saúde no longo prazo e nem retirada de direitos individuais, porque a Diretoria se recusa a incluir no acordo uma cláusula de garantia de aporte extraordinário caso o valor do fundo assistencial proposto não seja suficiente?
4 – Como pode a Diretoria insistir em quitar direitos individuais de forma coletiva se o próprio parecer jurídico contratado pela empresa afirma não haver segurança jurídica para isso?
5 – Porque a Diretoria não esclarece o motivo de incluir uma cláusula onde exclui a obrigação de continuar pagando o Plano de Saúde se a empresa tiver mudança em seu controle acionário (leia-se, privatização)?
6 – Porque a Diretoria não para de se esconder atrás do Conselho de Administração da empresa e esclarece para os trabalhadores que o Conselho não aprovou o texto do acordo proposto pela empresa, nem tão pouco debateu os termos ilegais constantes na proposta, conforme registrado na ATA oficial feito pelo representante dos empregados no Conselho de Administração?”
E conclui:
“De forma bem didática e objetiva, os custos correntes da criação de um novo plano de saúde são baixos se compararmos ao orçamento total dos custos gerenciáveis da Celesc. Não existe risco de punição do TCE ou de qualquer outro órgão de controle.
Como temos visto nos últimos anos, antes da pandemia, se a Diretoria não abandonar seu discurso vazio de preocupação com a saúde dos trabalhadores e aposentados e, efetivamente, partir para uma negociação que tenha o objetivo de debater e solucionar o problema, os sucessivos reajustes atuariais.”