Polícia Civil não aponta culpados em queda de calçada em Joinville

Após investigações, inquérito foi enviado ao Ministério Público sem apontamentos de pessoas ou órgãos pelo acidente

Redação ND Joinville

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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a queda da calçada no final de 2021 em Joinville, no Norte catarinense. Ao todo, 33 pessoas ficaram feridas. Segundo a polícia, não houve apontamentos de culpados pelo acidente em inquérito enviado ao Ministério Público.

O inquérito foi encaminhado para manifestação do Ministério PúblicoO inquérito foi encaminhado para Ministério Público, que deverá se manifestar sobre o caso – Foto: Internet/Divulgação ND

Após realizar as investigações, a polícia afirma que não houve indiciamento de pessoas ou órgãos por se tratar de um acidente e não de um crime.

Segundo o delegado Fábio Baja, responsável pelas investigações, “não foi encontrado nenhum indício” que a prefeitura ou o consórcio Motta Júnior possam ter sido responsáveis pela queda da calçada.

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O delegado ainda diz que o acidente foi consequência do desgaste natural da viga de concreto.

A queda da calçada aconteceu no final de novembro de 2021 e, segundo a polícia, ocorreu devido a um giro na viga de concreto, que foi construída em 1971.

Ao longo dos anos, várias construções e adequações foram feitas no local. Em 2019, o Consórcio Motta Júnior realizou obras para contenção de água e para evitar alagamento na cidade.

Já na atual gestão da prefeitura fez a nova calçada de laje em cima do buraco que havia no local, em cima do leito do rio.

O delegado Fábio afirma que as obras não tem relação com o acidente. “Segundo o que ouvi dos engenheiros, impossível verificar isso”.

O inquérito, sem apontamento de culpados, foi encaminhado ao Ministério Público de Santa Catarina, que deverá se manifestar pelo caso.

Em contato, a prefeitura de Joinville não se posicionou sobre o inquérito.

Além do Ministério Público, a Comissão Especial da Câmara dos Vereadores da cidade foi criada para “examinar e opinar sobre irregularidades e responsabilidades” em janeiro de 2022.

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