As grades foram derrubadas. Na praia de Jurerê, localizada em Florianópolis, um portão que havia sido inserido no trapiche local foi removido pelo Iate Clube Veleiros da Ilha, responsável pela manutenção do ambiente.
Praia de Jurerê é uma das mais movimentadas durante a temporada de verão – Foto: Leo Munhoz/NDA remoção, segundo o Veleiros da Ilha, se deu pela repercussão que o portão teve na internet. Muitos internautas começaram a comentar que o trapiche estaria sendo fechado, limitando assim o acesso somente para os sócios.
Entretanto, a empresa diz que o fato não é verídico, pois o trapiche sempre esteve aberto para quem quisesse usar. Devido então a essa pressão, o portão foi removido da estrutura.
SeguirO Iate Clube lembra, no entanto, que vídeos gravados na última temporada de verão mostram mais de 100 pessoas em cima do trapiche. A estrutura, por ser antiga, não foi feita para suportar essa demanda.
Como o verão já entre nós, o Iate Clube agora está resolvendo com o poder público o que pode ser feito para controlar o acesso de pessoas no trapiche – e quem irá fiscalizar isso -, pois o Clube não quer estar envolvido com quaisquer acidentes que possam ocorrer.
Portão ficou erguido durante cinco dias
Foi no último dia 17 que o Iate Clube Veleiros da Ilha, em parceria com a Capitania dos Portos, ergueu o trapiche. O motivo por trás da colocação das grades foi a segurança dos banhistas. A pesca de anzol no local, assim como o uso comercial da estrutura, passou a ser proibido.
Portão foi instalado na entrada do trapiche – Foto: Danilo Caboclo/Divulgação/NDConforme o Iate Clube, a medida partiu de uma decisão conjunta com a Capitania dos Portos de Santa Catarina, que ficaria encarregada da fiscalização. Entre os motivos para erguer o portão estava a quantidade de lanchas que atracam no trapiche na chegada da temporada de verão, bem como a grande movimentação de moradores e turistas no local.
Evitar acidentes com anzóis estava entre os motivos. O portão, entretanto, não ficaria cadeado, tendo o livre acesso do público. A prática da pesca com tarrafo também ficaria liberada, não fosse pela medida de remover as grades do local.