Porto de Laguna inicia dragagem do berço de atracação e diz que obra não vai impactar na pesca

Investimento é R$ 1,2 milhão e prazo para a conclusão é de quatro meses

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Redação ND Criciúma

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Máquinas e funcionários já trabalham para aprofundar o berço de atracação do Porto de Laguna, no Sul catarinense. A ideia é garantir no local o recebimento de embarcações de porte maior.

Obra já começou e devem ser concluída em quatro meses – Foto: Divulgação/Porto de Laguna/NDObra já começou e devem ser concluída em quatro meses – Foto: Divulgação/Porto de Laguna/ND

“É mais um passo importante para o Terminal Pesqueiro de Laguna. O potencial para os próximos anos é enorme e, no que depender do governo do Estado, Laguna terá um porto com a estrutura necessária para a intensificação das operações e o desenvolvimento econômico de toda a cidade”, projeta o governador Carlos Moisés.

De acordo com o gerente do Porto de Laguna, Fernando Vechi, ao longo dos últimos anos, o berço de atracação ficou assoreado em decorrência de sedimentos vindos do Rio Tubarão e afluentes.

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“A ideia é termos uma profundidade de cinco metros, o que vai tornar o terminal mais atrativo e seguro para os armadores. Também houve uma preocupação com a pesca artesanal, de modo que essa obra vai interferir o mínimo possível na interação entre botos e pescadores”, explica Vechi.

A maior parte do pescado catarinense é capturada na modalidade de cerco, que faz uso de embarcações chamadas traineiras, muitas delas com calado (distância entre a linha da água e o ponto mais baixo da embarcação) de mais de três metros. O aumento da profundidade vai possibilitar e tornar segura a atracação dessas embarcações.

O prefeito de Laguna, Samir Ahmad, considera a obra uma etapa importante para o desenvolvimento do município. “É uma ótima notícia para nós, para Laguna. É geração de renda e emprego para a nossa cidade”, sintetizou.

Conforme a SCPar, gestora do porto, o investimento total na obra é de aproximadamente R$ 1,2 milhão, sendo cerca de R$ 798 mil para a execução de dragagem e R$ 400 mil de monitoramento ambiental da obra. O prazo para os trabalhos é de quatro meses.

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